quarta-feira, 6 de julho de 2016

Um olhar sobre o feminino

Hoje se fala tanto em empoderamento feminino. Eu acredito no poder das mulheres desde sempre. Na quinta-feira, 07 de julho, acontecerá a oficina de Literatura de Autoria Feminina, com a escritora Lélia Almeida, ali no Aroma Literário – Livros e Café, em Canela.


Começamos nosso encontro às 20h e seguimos neste universo até perto das 22h. Quem quiser participar pode deixar pré inscrição no Aroma Literário – Livros e Café. O valor do investimento é de 30 reais.
Esta oficina mostrará as características da literatura escrita pelas mulheres. Durante o curso serão realizadas leituras de textos de autoras mulheres de diversas épocas.
Lélia Almeida é autora de “Antonia”, “Senhora Sant’Ana”, “As Mulheres de Bangok”, “50 ml de Cabochard”, “A sombra e a chama :(uma interpretação da personagem feminina n’O tempo e o vento de Érico Veríssimo”, “Querido Arthur”, “As gregas do Mangue”, “Mujer de Palabras”, “As meninas más na literatura de autoria feminina”, “Posts da Lélia” e “O amante alemão” e “Este mundo que esquecemos todos os dias”. Recebeu o Prêmio Açorianos de 2013, de melhor narrativa longa da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Porto Alegre.
Estou lendo O Amante Alemão e fascinada com um universo de sonhos reais, eróticos tão semelhantes aos nossos, moradores desta vidinha cotidiana.
Maiores informações com Patrícia Viale 54 9925.5761.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Sobre uma mulher que quer nascer

Yerma é uma peça de teatro do poeta espanhol Federico García Lorca. Escrita em 1934, foi apresentada no mesmo ano. É uma obra popular de caráter trágico, ambientada em Andaluzia, no início do século XX.
Yerma é uma mulher que vive o drama de não poder conceber um filho. Busca de todas as formas engravidar e enfrenta a indiferença do marido, Juan, quanto à maternidade.
Texto forte que foi apresentado em Canela, no Projeto 3X4, por Rita Reis, com direção de Jonatas Brasil. As fotos de Sérgio Azevedo dão uma amostra da força desta atriz, desta personagem. Uma mulher que quer a vida, que se entrega a um destino escolhido por um pai desinteressado e que apesar da dor consegue ver a beleza da maternidade. Uma atuação de tirar o fôlego e nos secar o útero. A voz, os gestos de Rita vão ressecando nossos sentimentos, nos deixando tão vulneráveis quanto o emocional de Yerma. Chora-se por esta mulher. Chora-se com ela. E assim descobrimos que nossas lágrimas juntas são as lágrimas de uma legião de mulheres condenadas a uma vida sem escolha. Mesmo vivendo em 2016, muitas mulheres ainda se submetem (e são submetidas!) a casamentos por escolhas alheias. Filhos são negociados e sonhos são colocados num abismo chamado esquecimento. Assistir Yerma é se solidarizar com esta dor que não é de uma mulher, mas de várias gerações.
Por mais Yermas. Por mais Rita Reis e Jonatas Brasil nos palcos para nos cutucarem, nos emocionarem e nos fazerem mais humanos. 



segunda-feira, 13 de junho de 2016

Amar é...



Amar é deixar correr aquele friozinho na barriga quando o ser amado passa ao longe... porque de perto a gente agarra!!!

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Da Itália para São Chico



O que faz uma pessoa largar tudo e se aventurar em terras italianas? Para Eduardo Krause, publicitário e escritor de Pasta Senza Vino, foi um pedido por férias. "Fui à Itália porque precisava de férias. E fiquei porque me apaixonei por Florença. Após muita insistência de amigos e familiares para que descansasse, comprei passagens para viajar à Roma de uma hora para outra. Seriam só 10 dias. E dessa viagem voltei com a ideia fixa de vender meu carro e voltar para um ano na Toscana, a qual cumpri menos de dois meses depois do primeiro retorno", confessa ele.



Neste exílio planejado,  Antonello, protagonista do Pasta Senza Vino, deu às caras. "Foi em na madrugada de 18 de novembro de 2011, início do inverno em Florença. Após um jantar na casa de amigos, regado a muito vinho, a ideia surgiu. Me vieram o primeiro e último capítulos. Então comecei a escrever, até dormir com o laptop no colo e retomar no dia seguinte. E só parei quando alcancei esse último capítulo", completa Krause.

E falando sobre pizzas, Eduardo e Antonello discordam quanto às suas preferências. Para Eduardo é a "pizza Bismarck, criada em homenagem a Otto Von Bismarck, militar alemão que lutou na Itália, no século 19. Segundo a lenda, ele gostava de comer tudo com um ovo em cima. Daí a pizza, feita com molho de tomate, grossas fatias de pancetta (o bacon italiano), espinafre e um ovo estalado sobre o queijo fervente. Talvez essa seja minha forma de homenagear tanto meu sobrenome alemão quanto meu amor pelas coisas italianas", conta Eduardo. Já Antonello parece ter como preferida a Diavola, uma pizza com salaminho picante, pimenta e azeitonas pretas. "Uma pizza bem apimentada, de nome endemoniado, pra combinar com o temperamento dele", entrega o escritor.



No dia 16 de abril, sábado, Eduardo Krause vem à São Francisco de Paula para uma nova edição da Pizza Literária. Desta vez com histórias inéditas em terras italianas. Os participantes podem adquirir o convite para o evento (R$ 90,00 por pessoa), que dá direito ao livro Pasta Senza Vino, comes e bebes. Patrícia Viale, organizadora do evento, promete vinho e espumante, além de uma mesa com queijos, frios, antepastos, pães e as famosas pizzas Viale.

Eduardo Krause aproveitará sua vinda à cidade e fará um bate papo com os alunos do 

Ensino Médio do Colégio Expressão. É o início do projeto Escritor em Expressão, onde 

os escritores convidados para a Pizza Literária, apresentarão seu trabalho na escola.



Maiores informações e compra dos convites são feitas com a própria Patrícia, pelo 

telefone 54 9925.5761. Os lugares são limitados.

2º Pizza Literária, com Eduardo Krause

Local: Boutique de Pizzas Viale (rua Alziro Torres Filho, 1579 – lago São Bernardo – São 

Francisco de Paula)

Dia: 16 de abril – sábado

Horário: das 18h30min às 21h.

Ingresso: 90 reais por pessoa (dá direito ao livro, bate papo, comes e bebes).

Informações pelo telefone 54 9925.5761

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Vou voltar com as oficinas de texto


Já faz um "tempão" que tenho deixado meu dom de lado. Por alguns motivos guardei as palavras só para mim, mas como ser feliz sozinha? E desde a estréia da peça Fantoches venho sido provocada pela vida e pela minha amiga Lisiane Berti para voltar a escrever e cutucar mais pessoas a escreverem.



De lá para cá passei por algumas experiências de oficinas e ao ver a felicidade nos rostos das pessoas que participaram decidi dedicar as quinta-feiras para ler e escrever.

Estou com as inscrições abertas para as turmas de Gramado e de Canela. Vamos construir textos diversos, aprimorar palavras e pensamentos, descobriremos uma maneira mais interessante de ler. Venha fazer parte desta turma! Espia ali embaixo as informações e vamos conversar sobre esta possibilidade: ler e escrever de uma maneira mais interessante!!





GRAMADO
Nome da oficina: Escrever faz bem
Dia: quinta-feira início no dia 03 de março Encerramento no dia 20 de outubro
Horário: das 15h30min às 17h
Material: Papel e caneta
Local: Centro Municipal de Cultura, em Gramado
Número de participantes: mínimo de 5 pessoas, máximo de 10 pessoas.
Mais informações 54 99255761.

CANELA
Nome da oficina: Escrever faz bem
Dia: quinta-feira início dia 03 de março encerramento no dia 20 de outubro
Horário: das 19h45 às 21 horas
Material: Papel e caneta
Local: Café Aroma Literário
Número de participantes: mínimo de 5 pessoas, máximo de 10 pessoas.
Informações: 54 99255761.

fotos de Rafael França.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Vamos escrever verdades!!!!!

Ser parceira da Lisiane Berti é sempre bom!!!! Esta será a sexta edição do INTENSIVO DE VERÃO O ATOR E SUA VERDADE!!!! E agora  COM NOVIDADES que me incluem!!!!



Olha o que a Lisi Berti pediu para avisar: "Vamos ter a participação de dois profissionais que também atuarão na construção de uma "verdade artística".

Luciano Souza, cantor, vai ajudar você a encontrar a sua "Identidade Vocal" desenvolvendo na teoria e na prática os sentidos para buscar a percepção da voz e a sua verdade. 

Já Patricia Soares Viale, jornalista, escritora, vai trabalhar letras que juntam palavras, palavras que formam textos...vão escrever sobre suas verdades.

E eu, Lisiane Berti vou conduzir o intensivo a partir do foco teatral, para que atores, bailarinos, músicos, cantores ou simplesmente pessoas interessadas em descobrir a sua "verdade" deixam de 'representar" para "apresentar' saíndo da sua zona de conforto. 

Nossas referências teóricas serão: Anne Bogart, Stanislavsky, Grotowski, Pina Baush, entre outros.

Inscrições e mais informações: lisiberti@gmail.com
Tá esperando o que?"

Ficou com vontade de experimentar? Saia da zona de conforto e te joga!!! Estarei te esperando lá!!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Sobre ser alguém... cri cri.

Tem dias que me sinto invisível. Não para mim, mas para os outros. E isto que sou do tamanho de um panda. Passo pelas pessoas, cumprimento e nem um sorriso de retorno. Sou solícita, solícita e a pessoa saí falando com uma terceira, que cruza o nosso caminho. Faço cara de panda, mas eu choro por dentro. Serei eu a mais chata, a mais inconveniente? Serei somente um poço de carência? Não consigo responder estas perguntas. Virei para a parede e fiquei quieta. Não chegam convites, não me chamam sequer para um cafezinho. Apesar de que eu não tomo café. Daí passei a criar situações para ter pessoas ao meu redor. Sou um bom panda. Tenho olhar bonzinho. E fui criando mais e mais situações. Tantas, que chegou num momento, em que eu estava perdida num labirinto, no meio de uma multidão. Saí à francesa. Preciso de silêncio. Preciso de horários e regrinhas básicas para bem viver. Preciso ter hora para acordar e hora para dormir. Preciso de um banho quente por dia e boa comida de três em três horas. Preciso ouvir os passarinhos pela manhã e silêncio à noite. Sou chata, chata, bem cri cri. Cri, cri, cri. Só não serrilho os dentes. Isto deixo para o alheio. Sou quase um panda.