quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Miro e Claudia: um exemplo de vida!!




Vladimir Santos Duarte, o Miro, hoje com 38 anos e a Cláudia Santos Duarte, hoje com 26 anos, são irmãos e vivem em São Francisco de Paula, pacata cidade de interior no Rio Grande do Sul e viveram uma grande emoção. Miro precisou de um transplante de medula óssea e Cláudia era compatível. Leiam a entrevista feita com eles e inspirem-se para uma pequena grande mudança:




Dados do Procedimento Médico:Transplante alogênico realizado em dezembro de 2002.




1 - Quando que vocês ouviram falar sobre doação de medula óssea pela primeira vez?



MIRO – Ouvi falar muito vagamente na TV e jornais.
CLÁUDIA - Eu já tinha ouvido falar em doação de medula algumas vezes na escola e por meio de alguns filmes, mas nunca tinha me interessado em saber os detalhes desse procedimento.



2 - O que passou pela tua cabeça, Claudia, quando soube da possibilidade de salvar teu irmão? Pensou em dor, em reposição da medula, etc?



CLÁUDIA - Realizei os exames de compatibilidade da medula junto com os meus outros 2 irmãos e algumas semanas depois soube que a minha medula era a mais compatível com a do Miro. E a essa altura dos acontecimentos, já estava bastante empolgada com a possibilidade.Assim que tive a notícia, fui chamada no Hospital de Clínicas de POA (setembro de 2002) para uma conversa de esclarecimento com o médico que estava cuidando dessa etapa do tratamento do Miro. Nesse momento fiquei contente com o que eu faria, mas pensava muito em como seria todo o processo. Com certeza, pensei na dor, mas logo o médico me deixou tranqüila; o mesmo em relação à reposição da medula. Logo que voltei dessa consulta, tratei de me informar mais, o que foi me deixando cada vez mais consciente do que estava fazendo.



3 - Como foi a doação? Como ficou o Miro após a doação? E tu, Claudia?



MIRO – A doação foi tranqüila, sem nenhuma alteração. Há pacientes que de imediato reagem mal, mas eu não tive nenhuma reação negativa.Logo após a retirada da medula da minha irmã, imediatamente a recebi. O procedimento durou 30 minutos, por meio de um cateter, sempre com acompanhamento de uma médica e a equipe de enfermagem do Hospital de Clinicas de POA, a quem devo a minha gratidão, junto com minha irmã, família e amigos.Em todo o transplante de medula (tanto autólogo – auto-transplante, a própria medula é tratada e devolvida ao paciente, quanto o alogênico – com doador) o paciente requer um prazo de uma semana para que a medula comece a funcionar normalmente. No meu caso, isso também aconteceu. A primeira semana, após o transplante foi de cuidados, como a equipe do TMO (Transplante de Medula Óssea) recomendou.É importante ressaltar que mesmo durante o procedimento eu pude sair da cama, pois as minhas condições físicas permitiram.Após o transplante, os cuidados com meus sinais vitais, os exames periódicos e a medula recebida eram constantemente verificados. A atenção foi redobrada, mas não apresentei nenhuma reação adversa.Fiquei internado por 29 dias após o transplante e quando recebi alta, saí do hospital com uma série de medicamentos (23 por dia) e recomendações que deveria seguir a risca.
CLÁUDIA - Em dezembro, fui chamada para a doação.Durante alguns dias recebi doses de um medicamento para estimular a medula, antes da doação. A retirada da minha medula durou 4 horas, por causa da espessura das minhas veias e o meu peso que era muito baixo na época (48kg), por isso a velocidade foi lenta. Meu sangue foi retirado de um dos braços, passado por uma máquina que separava a medula óssea e em seguida, o resto do sangue era devolvido ao meu outro braço. Tudo isso muito lentamente, em virtude das razões que coloquei anteriormente. Fui informado de que uma pessoa em condições físicas melhores do que as minhas (peso maior e veias mais grossas) realizaria o processo bem mais rápido.Após as 4 horas fui levada a um quarto para me recuperar, já que tinha passado muito tempo deitada durante o procedimento e me sentia meio sonolenta (mas não houve anestesia, já que isso tudo não causou nenhuma dor). Pude caminhar normalmente após a doação e no outro dia voltei para casa, sem nenhuma recomendação médica.



4 - Vocês são cadastrados como doadores de medula óssea?



MIRO – Eu, como transplantado, não posso ser doador, mas gostaria de poder colaborar nesse sentido.
CLÁUDIA – Eu me cadastrei como doadora na coleta realizada pela Associação Chico Viale aqui em São Francisco. Quando fiz a doação da medula para o Miro meu cadastro era especialmente para ele. Agora já estou no banco de dados do REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea).



5 - Qual é o pensamento que passa na cabeça de vocês depois desta experiência? Alguma coisa a dizer para as pessoas que estão na dúvida em se cadastrarem como doadores de medula?



MIRO – Tenho agradecido a Deus por me dar a oportunidade de uma vida nova. O meu pensamento é o de valorizar mais a vida e poder ajudar outras pessoas de alguma forma, já que não posso ser doador. Sempre que possível, no Hospital de Clínicas, quando tenho consultas de rotina, converso com outros transplantados que ainda estão em recuperação, buscando encorajá-los e dividir minha experiência. Algumas vezes, aqui mesmo em São Chico, visito pessoas que passam pelos mesmos procedimentos médicos que passei, tentando tranquilizá-los.Aos que ainda tem dúvidas, em relação à doação, digo que esse é um gesto simples, como se fosse uma doação de sangue, que pode salvar uma vida.
CLÁUDIA – Cada vez mais penso que pequenos gestos como esse devem ser realizados pelo maior número possível de pessoas. Infelizmente, a maioria das pessoas só se preocupa com a doação de medula quando essa é uma necessidade emergencial, ao tratar-se de alguém muito próximo que necessita. Isso acontece, muitas vezes, em virtude da falta de informação.Aconselho a todos que pensam em se cadastrar como doadores que façam isso o mais rápido possível, porque muita gente precisa de medula óssea o mais rápido possível também. Para esses pacientes qualquer minuto vale ouro. Não podemos deixar para pensar nesse assunto quando ele estiver batendo em nossa porta.Assim que puder, cadastre-se como doador de medula óssea e, se possível, leve mais alguém com você!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Saldo do cadastro de doadores de medula óssea hoje (02 de junho) na Escola Marista, em Canela: 126 pessoas cadastradas. E isto que a temperatura não passou dos 5°. Obrigado, obrigado!!!!!!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Marista coleta 65 bolsas de sangue

A turma da escola Marista, em Canela, está trabalhando voluntariamente na coleta de sangue já fazem 10 anos. Na última coleta, realizada no mês de abril, juntamente com o Hemocentro de Caxias do Sul, foram 65 bolsas de sangue encaminhadas para os bancos de sangue.

Liane Ramires, que coordena o grupo, diz que o resultado foi muito bom pensando que estamos em plena época de vacinação (gripe e febre amarela). Quem fez a vacina da gripe deve esperar um mês para doar sangue e para a vacina da febre amarela são 21 dias de inaptidão.

domingo, 26 de abril de 2009

Doação de sangue na Escola Marista, em Canela/RS

Nesta quarta-feira, 29 de abril, das 10h às 15h, na Escola Marista, em Canela, acontece coleta de sangue com o Hemocentro de Caxias do Sul. Quem quiser ser doador de sangue pode telefonar e marcar horário para sua doação. O telefone é 54 3282.1151.

Vale lembrar que pessoas vacinadas contra a febre amarela devem esperar 21 dias para doarem sangue. Se você não fez a vacina, na quarta-feira, dia 29 de abril, sua doação pode salvar outras vidas.

terça-feira, 31 de março de 2009

Saldo do cadastro de doadores de medula óssea realizado hoje, 31 de março, em São Francisco de Paula/RS: 68 pessoas cadastradas. O salvar vidas a passos de conta gotas. Entupido. Tire suas dúvidas antes de abrir a boca. Medula espinhal é uma coisa, medula óssea é outra. A primeira te sustenta. A outra é liquída, circula e salva vidas em pequenas quantidades.

quinta-feira, 26 de março de 2009

A campanha de solidariedade continua. No dia 31 de março (terça-feira), das 8h30min ao meio-dia e das 13h30min às 16h, na Sociedade Cruzeiro, em São Francisco de Paula\RS, acontece o cadastro de doador voluntário de medula óssea.A ação solidária se realizará com a parceria do Hemocentro do Rio Grande do Sul, Associação Chico Viale - Doe sangue, doe vida -, Hospital de São Francisco de Paula e AAPECAN. O evento será aberto a toda comunidade. Poderão participar pessoas entre 18 e 55 anos, com boa saúde e que não tenham doença infecciosa ou incapacitante. Os interessados em se tornarem doadores preencherão um formulário com seus dados pessoais e tirarão uma pequena amostra de sangue. Este sangue apresentará as características genéticas, que serão comparadas com os dados de quem espera por um transplante de medula óssea. Este comparativo é que analisará a compatibilidade entre pessoas. A chance de encontrar uma medula compatível é de uma em cem mil, por isto são realizadas as campanhas de cadastro de doador de medula óssea. As equipes do Hemocentro/RS, Hospital de São Francisco de Paula, AAPECAN e da Associação Chico Viale estarão preparadas para cadastrar 300 doadores de medula óssea.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Doação de sangue em São Francisco de Paula - 21/03/2009

Papai do céu disse para todos: - Sorria e sorrisos se voltarão para você.
Doação de sangue em São Francisco de Paula/RS com saldo positivo, apesar do descaso do poder público e seus representantes: 121 bolsas recolhidas num dia que teve sol, chuva, cerração; num dia onde os doadores carregaram mesas e cadeiras para poderem se cadastrar para doar sangue; num dia onde aparelhos de medir pressão, termômetros, algodão e cia foram "depositados gentilmente" no chão para dar lugar a um almoço de cartas marcadas. Apesar de tudo conseguimos 121 bolsas de sangue. Muito sangue!!! Vai saber quem precisrá amanhã...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Papai do céu disse para todos: - Sorria e sorrisos se voltarão para você. Doação de sangue em São Francisco de Paula/RS com saldo positivo, apesar do descaso do poder público e seus representantes: 121 bolsas recolhidas num dia que teve sol, chuva, cerração; num dia onde os doadores carregaram mesas e cadeiras para poderem se cadastrar para doar sangue; num dia onde aparelhos de medir pressão, termômetros, algodão e cia foram "depositados gentilmente" no chão para dar lugar a um almoço de cartas marcadas. Apesar de tudo conseguimos 121 bolsas de sangue. Muito sangue!!! Vai saber quem precisrá amanhã...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Dia Solidário dos calouros da Castelli ESH e Associação Chico Viale No dia 17 de fevereiro (terça-feira), em Canela, os calouros da Castelli Escola Superior de Hotelaria estarão realizando o Dia Solidário. Das 8h30min ao meio-dia e das 13h30min às 16h, os estudantes estarão se cadastrando como doadores de medula óssea, contribuindo para que novas vidas sejam salvas. A ação solidária se realizará com a parceria do Hemocentro do Rio Grande do Sul, Associação Chico Viale - Doe sangue, doe vida -, Hotel Continental, Empório Canela e Olímpia Restaurante. O evento será aberto à comunidade. Poderão participar pessoas entre 18 e 55 anos, com boa saúde e que não tenham doença infecciosa ou incapacitante. Os interessados em se tornarem doadores preencherão um formulário com seus dados pessoais e tirarão uma pequena amostra de sangue. Este sangue apresentará as características genéticas, que serão comparadas com os dados de quem espera por um transplante de medula óssea. Este comparativo é que analisará a compatibilidade entre pessoas. A chance de encontrar uma medula compatível é de uma em cem mil, por isto são realizadas as campanhas de cadastro de doador de medula óssea. As equipes do Hemocentro/RS e da Associação Chico Viale estarão preparadas para cadastrar 300 doadores de medula óssea durante o Dia Solidário dos calouros da Castelli Escola Superior de Hotelaria.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

encontrei uma carta que havia escrito em outubro/2008 para minha filhinha Maria Rita (sem saber se vinha ela ou João Renato, mas com muito amor por quem viesse)...

17/10/2008

Para minha filha Maria Rita,

Dentro de pouco tempo estarás aqui entre nós. tenha a segurança de que serás bem recebida, de que muitas pessoas te esperam com ansiedade e amor. são tantos os desejos sinceros de muita saúde para ti. isto é o que mais importa, pois com saúde poderás alcançar os teus sonhos e as tuas metas.

Quando me descobri grávida fiquei assustada. para falar a verdade sou um tanto egoísta e me detive a pensar em como minha vida seguiria o rumo planejado por mim, tendo tu ao meu lado. nunca fui muito boa nos caminhos à dois. não é por mal. sou atrapalhada para manifestar sentimentos, abraçar, procurar as pessoas. talvez por isto eu escreva tanto. com a evolução da gravidez uma segurança foi invadindo-me. reclamei muito dos enjôos, da azia. fiquei pasma com os quilos adquiridos e concentrados na barriga. tudo se tornou passageiro como um desabafo. e em seguida aquela segurança inundava-me novamente e eu tinha vontade de abraçar a humanidade. acho que esta é a missão dos filhos na vida dos pais: fazê-los vencer a comodidade do egoísmo e fortalecer-se para construir um mundo melhor para todos.

Não sou uma otimista convicta. muito contrário. os dias cinzentos corroem minha alma e preciso de muito esforço para me levantar da cama. mas quando levanto e vejo as cachorras brincando, uma paz ressurge. apesar de tudo os animais insistem na vida, as árvores seguem seu ciclo normal. os passarinhos voltam a cantar na primavera. a vida está ao nosso redor. e intensa na sua maneira de se expressar.

Quando me vi grávida eu não conseguia pensar no teu enxoval, nas tuas roupinhas. minha preocupação era "o que irei oferecer a esta criança, que já me dá tanta esperança?" olhei para os vários lados do meu mundão e do meu mundinho e fiquei ainda mais triste. pessoas sem orientação, guerras, logros, ambição descontrolada, maus tratos aos animais, falta de educação. o que irei te oferecer criança? semanas atrás eu parecia uma ansiosa descontrolada querendo consertar o mundo que irá te receber. senti ódio de quem não pensava como eu. impus uma rotina pesada para um organismo que pede descanso temporário. chorei muito. e tu, frágil coisinha forte, mostrou-se numa agitação sem tamanho. sem querer deixei-me envolver pela pressão, pelo egoísmo, pelo falso poder do mundo de cá e te ofereci isto. enquanto havia muitas outras coisas boas a te oferecer: brincar com as cachorras, plantar uma flor, arrumar a nova casa, caminhar, ler, escutar música, ajudar a quem precisa.

Meu anjinho de largas asas, que sacodem minhas costelas, não posso te dar um mundo mais harmonioso. não posso te garantir convivência com pessoas do bem. mas posso te oferecer respeito, gentileza, amor e solidariedade. aprendi tudo isto com meus pais. esta foi a herança que recebi e será esta a herança que te passarei. acho que assim estarás preparada para conhecer este mundo, ora estranho, ora lindo. terás que aprender sobre a dor e a alegria. terás que sentir os dias cinzas e os ensolarados. algumas vezes cairá, mas tenhas a tranquilidade para sentir o tombo, olhar em frente e levantar. minhas duas mãos estarão ao teu lado. é isto que posso te oferecer. viva e seja feliz, Maria Rita.