quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ser Blogueira

A Ju, do blog Mil Faces de Juliana, me deu o selinho acima. Nossa!!! Como foi que tudo começou? Foi há três anos atrás, depois que meu irmão morreu. Na época me deu uma vontade de fazer algo criativo, colorido. Como eu não tinha dinheiro para abrir uma lojinha de decoração, artes, etc resolvi montar o blog A Casa da Paty Viale e lá eu colocava coisas bonitinhas. Daí eu fui enchendo o saco de ficar fugindo da realidade e começei a postar sobre doação de sangue, abandono de animais (necessidades diárias que batiam a minha porta). Fui mudando o conteúdo do blog. Aproveitei para colocar meus textos, minha fotos. Nasceu a Maria Rita e usei o blog para minha família (que mora em POA) acompanhar o desenvolvimento da Pequena. Percebi que a minha casa tava grande demais!!!! Já era um universo! Mudei o nome para Universo da Viale, pois aqui está tudo que faz parte da minha vida, tudo que me influencia, me motiva e me alegra. O que entristece também, pois a vida também tem destas coisas.
Tá legal assim. Só tenho que escrever mais.


As regrinhas deste selinho são:

* Responder o que ou quem me levou a ser blogueira e postar o selinho

* Indicar a pergunta a 4 amigas

* Avisar as amigas com um recadinho carinhoso

Vou quebrar um pouquinho as regras e indicarei dois amigos e duas amigas. O selinho vai para a Ingrid (Desconstruindo a Mãe), para Lila (Além do Horizonte), para o Maurício (Mau Bianco) e para o Fabrício. Bom trabalho!

Vasculhar gavetas e papéis

Aproveitei a folga do dia para queimar mais papéis. Gente!!!!!!!!!!!!!!! Como escrevi e como guardei papéis nestes últimos dez anos. Escrevi sobre a minha vida, sobre o mundo sobre a minha família, meu primeiro casamento, meu segundo casamento, sobre o medo de ser mãe, a vida na Suíça como imgrante legalizada, a vida em São Francisco de Paula como "forasteira", os conflitos profissionais... nunca imaginei que eu tivesse escrito tanto. Escrevi boas palavras e muitas besteiras. Fiz uma limpa neste material e vou montar uma cronologia destas coisas todas. Acho que colocarei aqui no blog, como uma grande postagem. Pude perceber como eu era imatura, mimada e totalmente manipulável. Talvez por isto tantos erros, tantas consequências, tantas voltas. Deu vontade de chorar, mas ao mesmo tempo deu uma sensação boa por ter vivido muito. Muito. Vivi mais do que eu imaginava. E melhorei bastante. Bendito seja o tempo.

Ter diário é algo que proporciona estes momentos fantásticos de auto descoberta. É muito bom ver as pernas caminhando, se desenvolvendo. Só não vale a pena guardar as anotações por tanto tempo. A gente guarda mágoas também e estas corroem a alma. No lugar das coisas doidas é melhor colocar a imaginação, plantar flores coloridas e deixar borboletas chegarem. Senão doí demais. Recriar os sentimentos para parar de sofrer.

Ainda falta uma gaveta para "analisar".

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O tempo

Na quinta-feira faremos uma brincadeira lá na aula do Cleber (UERGS). Dentro de uma caixa colocaremos nossos desejos e pedidos. A caixa será reaberta na nossa formatura, dentro de três anos e meio. Minha carta está pronta:

"Quando esta carta for reaberta espero estar formada em pedagogia, ter livros publicados e estar motivada a persistir no caminho da boa educação do ser humano.
Espero que as perdas dêem uma trégua e que minha família esteja comigo, com boa saúde, alegria e bom coração.
Que o trabalho da Associação Chico Viale dê frutos e que consigamos mostrar a todos sobre a importância da doação de sangue. E que as pessoas que necessitam de um transplante de medula óssea não precisem esperar tanto tempo por uma nova chance para viver.
Torço para que a vida de todos nós esteja melhor, mais tranquila, mas se assim não for, que tenhamos coragem para viver tudo o que a vida pode nos oferecer.

E que minha doce Maria Rita seja muito, muito, muito feliz."

Juntando moedinhas

Tenho quatro cofrinhos espalhados pela casa. Troco de moeda vai para um deles. Hoje fui ao supermercado com minhas moedinhas. Voltei com duas sacolas (de pano) cheias!!! Coisinhas para a Maria Rita: vou experimentar a fralda Personal Baby. Comprei um pacotinho e se ela ficar bem comprarei o pacotão.

Tô com tanta coisa para arrumar em casa. Final de semestre na UERGS. Associação Chico Viale precisando dar um salto de qualidade para captar mais doadores de sangue. O inverno úmido que aterroriza minha alma. Vou vivendo minhas pequenas tragédias e agradecendo meus grandes méritos.

Ah! A Ingrid (http://desconstruindoamae.blogspot.com/) esteve aqui no final de semana com o Alemão, a Larissa e o Caio. Foi tão bom ver a Maria Rita brincando com eles, sendo mais criança. Ingrid, no verão tu vem passar uma semana aqui!!!!! Faltou uma caminhada no Lago!!!

Drica Moraes passa por transplante de medula óssea


Esta semana, os veículos de comunicação divulgaram uma boa notícia: a atriz Drica Moraes, que trabalha na Rede Globo, conseguiu um doador compatível de medula óssea. Ontem (27/06), o Fantástico fez uma reportagem sobre o assunto e destacou a facilidade de se tornar doador.
A atriz carioca Drica Moraes passou por um transplante de medula óssea na quarta-feira (23/06), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Internada desde o último dia 14, a artista seguirá hospitalizada para monitoramento. Segundo boletim médico, Drica estava “ótima” depois do procedimento.
Drica Moraes, 40 anos, é conhecida por seu trabalho em novelas como Era Uma Vez... (1998) e séries como Decamerão – A Comédia do Sexo (2009), ambas exibidas pela RBS TV. Ela descobriu que sofria de leucemia no início deste ano. Este mês, foi internada no Albert Einstein para realizar quimioterapia. Segundo o hospital, o procedimento foi realizado sem contratempos no final da manhã e, depois do transplante, a paciente estava “ótima”.

A atriz vai ficar internada para monitoramento da reconstituição da medula óssea, provavelmente por um período mínimo de 30 dias. É um momento decisivo, conforme explica a responsável técnica pelo setor de Transplantes de Medula Óssea do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Lucia Silla.

– Quando a nova medula se instalar no organismo da paciente, pode haver uma reação muito forte. Há risco de vida – diz Lucia, lembrando que um caso bem-sucedido foi o do tenor espanhol José Carreras, que passou pelo transplante nos anos 1980 e segue em atividade, aos 63 anos.
Drica Moraes teve a sorte de encontrar um doador compatível com ela no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) – que reúne dados de 1,4 milhão de possíveis doadores cadastrados, segundo o Instituto Nacional de Câncer.

– Hoje, mais da metade dos pacientes que procuram doadores compatíveis acaba encontrando, porque o Redome tem convênio com bancos internacionais de doadores – diz Lucia. – Certamente o fato de ser uma atriz conhecida pode ter impacto positivo no aumento do número de doadores.


PARA SER DOADOR
COMO É FEITO O CADASTRAMENTO

- Para se cadastrar, basta ter entre 18 e 55 anos e boa saúde. É retirada uma pequena quantidade de sangue (10ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais.

- O sangue será analisado para identificar as características genéticas que podem influenciar no transplante. Esses dados ficam armazenados em um sistema informatizado.

- Quando o paciente precisa de um doador, a compatibilidade é verificada com os 1,4 milhão de doadores cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Caso a compatibilidade seja confirmada, é preciso fazer outros exames de sangue. Em caso de não ser encontrada, ainda existe a possibilidade, embora com menores chances por diferenças de etnia, de o paciente buscar um doador nos bancos internacionais, onde há cerca de 12 milhões de cadastrados.

- Depois de confirmada a compatibilidade, o doador é consultado para decidir quanto à doação.

- A medula é extraída do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 10%.

- A retirada não causa qualquer comprometimento à saúde. Nos primeiros três dias após a doação, pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com analgésicos.

- A chance de se encontrar uma medula compatível é, em média, de uma em 100 mil.

ONDE SE CADASTRAR

No Interior, o cadastramento deve ser feito nos hemocentros dos municípios. Em Porto Alegre, há três locais disponíveis:

- Banco de Sangue do Hospital de Clínicas (Rua São Manoel, 543, 2º andar). Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Informações: (51) 3359-8504.

- Hospital Dom Vicente Scherer (Avenida Independência, 75, 7º andar). Segunda a quinta-feira, das 8h ao meio-dia e das 14h às 16h. Sextas, das 8h às 12h. Informações: (51) 3214-8670.

- Hemocentro (Avenida Bento Gonçalves, 3.722). Segunda a sexta-feira, das 8h30min às 18h. Informações: (51) 3336-2843.


Crédito da matéria e foto: reportagem Zero Hora

Acorde Musical para melhorar o mundo

Que o mundo não é perfeito, isto todo mundo sabe, mas tem gente que ainda batalha para fazer alguma diferença no meio de tudo isto. É o caso da equipe da empresa Marta & Silvia, de Gramado, com o Acorde Musical.

O glamour da Rua Coberta de Gramado está com uma cara jovem e moderna com o lounge cultural do Acorde Musical que iniciou no sábado, dia 26/06, com atrações musicais, dicas de prevenção e muita interação com a galera. O espaço está atraindo público de todas as tribos e idades com momentos muito agradáveis. O local fica instalado até o dia 11 de julho, com oficinas e shows aos finais de semana.

No palco do Acorde Musical passaram hoje Manoel Guimarães, com um Pop acústico internacional, às 16 horas, seguido de um som mais clássico com o violinista Allan John Lino, às 17 horas, que emocionou um público formado por todas as idades. Participando de todos os momento, os diretores do Acorde Musical, Marcus Rossi e Eduardo Zorzanello disseram estar felizes com a receptividade do público que prestigiou o espaço e com o resultado do trabalho de produção que deixou o lounge muito bonito.

O alto astral do local é garantido com uma decoração especial, pergulado assinado pela Lustro Zen, cenário pintado pelo artista Léo Isaque Klug, um vídeowall que passa clips bacanas e a alegria da trupe do Acorde Musical, que está distribuindo material sobre prevenção ao câncer, às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), às drogas, à violência e à destruição ambiental. Uma parceria com a Secretaria Estadual da Saúde e também com a Secretaria Estadual do Turismo, Esporte e Lazer está permitindo que diversos panfletos e livretos de material preventivo e turísticos sejam entregues a quem circula por lá. No stand da Pratika Famastil rola café e brinde para quem cantar uma música com a palavra sorteada. Um violonista acompanha as pessoas que se animam a cantar.

Turistas de longe, gramadenses, turistas de dentro do estado circularam pelo lounge. Michele Luz, 21, estudante de Rolante, chegou ao espaço atraída pelo som do violino. Ela estava participando com amigos de um evento cultural da Igreja Luterana e disse ter curtido muito a proposta do evento. “É uma ótima opção para turistas verem algo diferente em Gramado”, destaca.

CARTEIRINHA: Fãs de carteirinha da NX Zero, as amigas gramadenses Hayana de Motta Martins e Andriele Cavallin Tissian, ambas com 15 anos e estudantes do 1º ano do Ensino Médio, compraram ingressos para o Tribos já na segunda semana de vendas e vão para a Pista Premium ficar pertinho dos ídolos. Hayana está ansiosa pelo show da sua banda preferida e foi ver o longe para sentir o clima do que virá no dia 3 de julho na Expogramado. Para Andriele, já deu para perceber a vibe do Tribos só pelo que está rolando no Espaço Acorde Musical. “Está muito organizado, diferente e estou adorando”, garante.
 
Crédito da foto para o super profissional Cleiton Thiele

sexta-feira, 25 de junho de 2010

e se a terceira guerra mundial estourasse...

A vida corre normalmente. Acordo, levanto e como sempre abro a janela da casa. Ao sentir o ar da manhã noto que alguma coisa está acontecendo. Ou por acontecer. O ar está parado. Não se respira fundo. Apenas sente-se que o ar está ali. A luz do dia é fosca, não tem brilho. As moléculas não vibram, não se movimentam. A vida continua a mesma, mas algo está acontecendo.

Ligo a televisão e o sinal do satélite está ruim. Os canais não estão bem sintonizados. Várias imagens apresentam-se juntas intercaladas por chiados e ranhuras. Fico olhando, agora intrigada. Mais uma vez dirijo-me à janela. O céu está mudando de cor. Um amarelo chamando para o marrom. Uma cor sem brilho. A cor, maior que uma nuvem, vai engolindo tudo. Passa pelas árvores e elas somem. As árvores somem. A cor continua engolindo tudo que está pela frente. Percebo que ela está vindo para a casa e fecho a janela. A cor toma conta de tudo. Olhando pela janela não vejo mais a paisagem de uma mata preservada e três casas. Somente o amarelo marrom.

O que está acontecendo? Esta coisa é como uma cerração, que baixa e tempo depois limpa? O que está acontecendo no meio de tudo isto? Na televisão uma imagem congelou em um apresentador de expressão aterrorizante. Os sons se misturavam, mas identifiquei "guerra". Alguém falou "guerra". Tentei a internet. Não havia conexão. Voltei para a janela. A cor continuava ali. Começei a ficar nervosa. O que estava  ocorrendo? Naquela semana eu tinha lido sobre guerra química, de que no século XXI as armas de destruição seriam os gases venenosos e os vírus mortais... será a guerra química? a terceira e fatal guerra mundial? Voltei à janela. A cor continuava ali. Fosca, sem brilho, sem ar. Tive vontade de abrir a janela, mas e se realmente fosse um vírus, um gás venenoso? Eu iria morrer? Como? Asfixiada, queimada, decomposta? O que estava acontecendo?

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A ciência e seu desenvolvimento está aí. A descoberta do átomo e sua estrutura, no início do século XX, proporcionou uma revolução na humanidade, que tanto pode ser boa ou ruim. Houveram avanços na área da saúde, mas também aconteceram progressos. No setor de extermínio da raça humana. Na década de 80 (pouco tempo atrás), na Guerra do Irã/Iraque, o Iraque apoiado pelos países ocidentais usa gás venenoso contra soldados e civis. O primeiro uso de gás tóxico para extermínio foi utilizado na Segunda Guerra Mundial, nos campos de concentração alemães, que aprisionavam judeus, ciganos, prisioneiros políticos, entre outros. Li alguns relatos sobre o uso do gás e imaginei o que se passa no organismo quando o gás é respirado. Ou quando o vírus entra na corrente sanguínea. O que se passa? Dá Para pensar em alguma coisa? Dá para lutar pela sbrevivência?

Minha imaginação corre solta no relato acima. Temos que nos colocar em situações estranhas para percebermos o quanto somos fragéis. Nos colocar em situações aparentemente absurdas para estimularmos um outro olhar.

Hoje abri a janela. Mas e amanhã?

Falta pouco para o TRIBOS MUSIC FESTIVAL

Contagem regressiva para o Tribos Music Festival, que ocorre no dia 3 de julho (sábado), na Expogramado, em Gramado, com shows das bandas NX Zero, Strike, Hardneja Sertacore e House. Unindo música e festa para levar uma mensagem positiva de prevenção ao câncer, às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), às drogas, à violência e à destruição ambiental o evento abre a temporada de inverno em Gramado. Além dos shows rola Bike Session Show e Skate Session com o mega Half da Swell nos intervalos. Parte da renda arrecadada com a venda de ingressos do Tribos Music Festival será destinada à Liga Feminina de Combate ao Câncer de Gramado e À Comunidade Terapêutica Vale A Pena Viver.

A energia do Tribos está contagiando a todos. Além de uma galera confirmada da região, muita gente está se agilizando para subir a Serra e curtir os shows. No Twitter e no Orkut do Acorde Musical são muitos os depoimentos de quem já está contando os dias para o evento. Pelo depoimento que a Luana, 19 anos, de Gramado, deixou no Orkut do Acorde já se pode sentir a energia dessa tribo. “Acorde pra vcs não sei, mas para mim é humildade, confraternização, bandas que todos querem ouvir, é bem mais que sentimentos é a emoção de mais um ano e cada ano que passa renova, melhora e ajuda as pessoas que realmente precisam”.

Os ingressos para o Tribos estão a venda em Gramado, na Attach Surf Shop, em Canela, na Star Vídeo, em Igrejinha e Taquara na Budega Discos e em Caxias na Planeta Surf (Shopping Iguatemi). Na internet site http://www.obaobaingressos.com.br por meio de cartão de crédito ou boleto bancário. Os valores antecipados são pista R$ 25,00, pista Premium (junto ao palco) R$ 50,0 e camarote Open Bar (cerveja, refrigerante e água): R$ 80,00





quinta-feira, 24 de junho de 2010

Satolep

Lendo "Satolep", do Vitor Ramil, eu disse para o JOão que ele (o Ramil) escreveu este livro para mim. O João acha graça. Disse que todos os livros são escritos para mim. Eu também acho. Me sinto bem nesta identificação. O personagem dele corre o mundo em busca de sol e de repente, sem saber a razão, se vê voltando para a sua cidade. É quando ele encontra João Simões, que revela que as cidades sabem porque nos chamam. A nós cabe confiar neste chamado e escutar... Por que me chamaste São Chico?

quarta-feira, 23 de junho de 2010

História real

Ela apareceu em uma noite de sábado, num bairro nobre de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.


Casas bonitas, jardins bem cuidados, gramados, pessoas caminhando, vestindo abrigos elegantes.

Ela teve a sensação de que era invisível, pois as pessoas olhavam, mas não a enxergavam!

Seus pés em carne viva, doíam, as marcas em seu corpo eram visíveis, seu estômago clamava por comida e o colar ao redor do pescoço apertava e cortava a carne.

Seu olhar buscava o companheiro de andanças. Onde estava o homem que ela ajudava, puxando o carrinho de papelão?

Ele havia sumido na noite de sábado, quando a chuva forte começou a cair.

Ficou esperando, pois certamente o companheiro voltaria para buscá-la.

Mas não voltou...

E, só quem reparou nela foi o dono da casa bonita.

Ela tentou abrigar-se numa floreira, onde havia apenas terra.

Mas o homem, bem vestido, voltou com uma cabo de vassoura e bateu nela, mandando que fosse embora.

Foi para o outro lado da rua, mas não adiantou muito, pois uma mulher, bem perfumada, jogou-lhe água fria, afugentando-a.

Vagou por várias ruas, mas as pessoas olhavam para sua aparência suja e maltratada e a escorraçavam.

E ela, que só esperava por uma mão amiga, que lhe estendesse um prato de comida, desistiu.

Encolheu-se no vão escuro de uma parede, pensando que logo, o frio e a dor que tomavam conta de seu corpo, iriam embora, e não sentiria mais nada...

Esta é uma parte da história de Lisbela, uma cadela pit bull resgatada no dia 15/06/2010, no bairro Jardim Lindóia, em Porto Alegre/RS.

Lisbela, como foi chamada, tinha o corpo coberto de sarna, bicheiras, uma suspeita de fratura na pata traseira, as almofadinhas das patas estavam em carne viva de tanto caminhar e, em seu pescoço um arame amarrado, apertava a carne.

Segundo alguns relatos, Lisbela era usada por seu dono, para puxar um carrinho que recolhia papelão.

A cadelinha, resgatada por humanos de bom coração, está internada em clínica veterinária do bairro, tentando recuperar-se de todo o mal de que foi vítima.

Quando estiver refeita, será castrada e então estará apta para buscar um lar, onde possa conviver com pessoas que a amem.

Apesar de tudo que passou, Lisbela é amável e dócil, convivendo bem com todos na clínica. Abana a cauda para cães, gatos e humanos sem distinção.



Por favor, divulgue sua história e ajude-a a encontrar um lar de verdade, coisa que nossa amiguinha não conheceu até agora.



Se você puder ajudar, mais um pouquinho, deposite qualquer valor na conta disponibilizada para receber doações que ajudem a pagar a conta na clínica (que tudo indica, será bem grande): CEF - Ag. 439 - Operação 13 - Conta 0667-9.


Não basta ter compaixão...é preciso agir!

Aluna da UERGS migrou para Universo da Viale

Assinei um contrato comigo de eliminar supérfulos. Não preciso ter dois blogs. O blog Aluna da UERGS, que eu tentava manter atual, migrou para o Universo da Viale. Afinal tudo faz parte deste meu mundo. Chega de separar as coisas. Vivemos um todo. E que assim seja.

Visitem também http://associacaocv.blogspot.com/ sobre a Associação Chico Viale e vejam como é simples, fácil e variado ajudar os outros.

Rezando

Eu insisto em vestidos de algodão. Parece que esqueço as características do lugar onde moro: frio o ano inteiro. Tenho que mudar o meu conceito de roupa. Tenho que pensar em lã, veludo, meia-calça, mantas, luvas, meias, gorro, feltro... é mais fácil eu mudar do que a boa temperatura fazer as pazes com São Chico.

Tenho acompanhado mais uma calamidade ambiental, agora as enchentes no Nordeste. Ontem escutei um jornalista comentando o relato de uma sobrevivente "Parecia um tsunami". Na semana passada apresentei um trabalho na aula de Fundamentos da Ciência. Um panorama sobre o século XX. Foquei Freud, a descoberta do átomo e o Prêmio Nobel, que foi criado por Nobel, o inventor da dinamite. O criador atormentado com o uso do seu invento deixou sua fortuna para premiar as boas descobertas da ciências. O caso é que nasci em 1973 e fui testemunha de uma parte do século XX, mas nunca tinha parado para pensar no que tinha acontecido nestes cem anos. Este é o nosso problema: não paramos para pensar, refletir sobre a nossa vida. Simplesmente deixamos correr e pronto. Largamos palavras em cada esquina que passamos e dane-se: deixa a vida correr. Mas a vida correndo, de rédeas soltas, é um perigo. O século XX foi uma época de grandes descobertas científicas e de grande ganância e ambição. O poder subiu à cabeça do ser humano, que usou suas criações para acabar consigo mesmo.

Fiquei atormentada com o número de guerras que aconteceram, o número de mortes e mutilados. E tudo por causa de um único fim: dinheiro. O século XX foi dominado pelo deus dinheiro e seus semideuses: o poder, a cobiça, o autoritarismo, além de muitos outros. Esquecemos as outras religiões, esquecemos nossa alma, nosso coração e nos vendemos por algo que sequer sabemos o que é. Literalmente vendemos a alma ao diabo.

E tudo tem consequência. E este comércio resultou em desequílibrio em todas as áreas: ambiental, social, política, educacional, blá, blá, blá. Não vou fazer uma defesa de proteção ao meio ambiente. Não vou apelar para que a sacola plástica seja abolida. Não vou dizer que somos culpados por estas tragédias todas. Não vou. Apenas vou escrever o que peço para mim, todos os dias: OLHA COM ATENÇÃO PARA O QUE ESTÁ ACONTECENDO. DEIXA O CORAÇÃO ABERTO PARA OS SENTIMENTOS. ACOLHE A TRISTEZA E A ALEGRIA. REZA POR TODOS OS SERES. SEJAM PLANTAS, ANIMAIS OU HUMANOS. REZA POR TODOS QUE ESTÃO EM PAZ E PELOS QUE ESTÃO EM GUERRA. MOSTRE-SE SOLIDÁRIO. EU AINDA SOU GENTE E NÃO MÁQUINA.

Tenho repetido isto para mim todos os dias, em todos os instantes. Percebi que estou correndo demais e não sei o motivo. Tenho uma casa. Tenho uma família com saúde. Tenho uma cabeça que pensa. Ainda respiro, me movimento. Ainda sinto. Por que começar a correr (não com as pernas!) e me perder? Por que preciso ter tudo que a televisão anuncia? Estou assistindo mais Canal Futura e TV Escola, onde ótimos documentários me preenchem. Comprar roupa a todo instante seguindo as tendências? Optei por ter um estilo, o de aprender a reformar e transformar tecidos, estimulando minha criatividade.

Não quero mais correr. Não quero ser ansiosa. Não quero ser milionária. Não quero ser política, nem presidente de entidades. Não posso salvar o mundo, nem sair culpando o mundo pelas calamidades ambientais. Ainda sobre o meu trabalho pesquisei sobre, os prováveis, caminhos para onde o século XXI se encaminha. A resposta foram tragédias climáticas, refugiados ambientais, terrorismo globalizado.

Não dá para fazer muita coisa, além de manter a cabeça no lugar e controlar seus rompantes. Mas tem uma coisa que dá para fazer o tempo todo: rezar. Orar pelos outros é distribuir energia positiva por este mundão. E energia positiva faz o mundo girar de maneira diferente. Então se você não pode ajudar com doações materiais para os desabrigados do Nordeste, reze. Reze por eles. Para que eles possam ter coragem e serenidade neste momento.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Sangue no Hospital Moinhos de Vento

A Associação pede sangue, qualquer tipo, para EROTILDES NOGUEIRA MACHADO. Ela está com diagnóstico de leucemia (estado grave) e precisa de plaquetas diariamente. Você pode ajudar doando sangue para ela. As plaquetas, da bolsa de sangue que você doou, serão separadas e ajudarão a salvar a EROTILDES.

PRECISAMOS DE DOADORES DE SANGUE, ESTA SEMANA, NA HEMOTERAPIA DO HOSPITAL MOINHOS DE VENTO, ENTRADA PELA RAMIRO BARCELLOS, EM PORTO ALEGRE.

Para ser doador é preciso levar a carteira de identidade e doar em nome de EROTILDES MACHADO.

Duas metas

Eu tenho duas metas: salvar-me da apatia e caminhar. Caminhar para chegar ao Caminho de Compostela.

Caminhar talvez seja das melhores metas que se possa ter na vida, pois caminhar é estar em movimento. Segue-se. Tenho que caminhar na escrita. Independete de editoras, best sellers, popularidade. Caminhar para circular o sangue. Se eu caminhar nos textos farei circular a energia deles. Os textos são únicos. Não são eu. Empresto experiência, palavras que aprendi, mas é só. Cada personagem tem sua própria vida, suas próprias dores e amores Quanto a mim estou descobrindo que pouco sou, além de alguém que deixa as mensagens repassarem através de mim. Sou uma pessoa que sei valorizar o sol, o respirar, a vida em seus detalhes. Não sou popular, não tenho muitos amigos. Não sou de grandes badalações e purpurinas (já fui!). Gosto de ver este mundo, mas não de conviver com ele. Não gosto de estar no meio. Já usei cocaína. Já fui anoréxica. Mergulhei num mundo de ilusões para esquecer minhas verdades. Cansei de tentar ser a superpoderosa, de romper limites e aguentar dores. Cansei. Dei um mal jeito nas costas carregando a Maria Rita e assim percebo como sou vulnerável e como posso insitir em não querer ser mais do que já sou. Descobri que não quero ter poder, nem súditos, muito menos me expor. QUERO VIVER QUIETINHA. E talvez este seja o conflito com a escrita, já que escrever é se expor. Mesmo que não seja para os outros, mas terei de estar exposta para mim.

Desisto dos meus sonhos. Todos eles. Ignoro seus nomes. Quero viver um momento de cada vez. Quero apenas ver, observar, anotar na pela e deixar curar. Quero criar no sentido de refazer. Trabalhar em cima do inacabado. Não quero trabalhar o novo. Odeio o inédito. Sou um algo que começou e não terminou. Sou aquela que busca o arremate, a finalização. Quando este acontecer, daí é que o novo virá. Como será o arremate? Eu não sei, mas sei que ele pode estar próximo. Sei que as dores ainda serão muitas, mas que saberei carregá-las. Eu sei. Eu sinto. Só não me peçam para explicar.

Em São Francisco de Paula o sol reapareceu, mas faz muito, muito, muito frio.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mudei o layout do blog. Soube que Saramago morreu. Coloquei arroz para cozinhar. Vi Maria Rita beber água. Sonhei com épocas passadas. Será que a vida é mais que isto ou eu estou esperando demais?

Filhos adolescentes

Conheci as colunas de Contardo Calligaris na faculdade de jornalismo. Gosto do estilo dele e me identifico com as suas idéias. penso diferente da maioria das pessoas e encontrar quem pense parecido muitas vezes é conforto e estímulo para continuar pensando e agindo. Transcrevo o último texto dele que li.


Os adolescentes que merecemos, por Contardo Calligaris

Você prefere sua filha errando de balada em balada ou velejando sozinha ao redor da Terra?

ABBY SUNDERLAND nasceu na Califórnia, em outubro 1993. A família vivia num barco, ao longo da costa do Pacífico.

O irmão mais velho de Abby, Zac, aos 17 anos, tornou-se o mais jovem velejador a circum-navegar a Terra sozinho. O recorde de Zac não resistiu muito tempo: logo, Michael Perham, um adolescente inglês um ano mais jovem que Zac, completou sua volta solitária ao mundo. Note-se que Perham, aos 14 anos, já tinha atravessado o Atlântico sozinho.

Abby também, desde seus 13 anos, sonhava em circum-navegar a Terra. No começo deste ano, aos 16, sozinha, ela largou as amarras de seu veleiro de 12 metros e desceu o Pacífico Sul. Passou o Cabo Horn, atravessou o Atlântico e passou o Cabo de Boa Esperança, lançando-se no Oceano Índico. Entre a África e a Austrália, Abby encontrou uma tempestade à qual o mastro de seu barco não resistiu. No sábado passado, depois de dois dias à deriva num mar infernal, ela foi resgatada.

Pela internet afora e na imprensa dos EUA, os pais de Abby estão sendo criticados por um coro indignado: como vocês puderam deixar uma menina de 16 anos errar sozinha pelo mar e pelos portos? Fora tsunamis e tempestades, o que dizer dos meses insones espreitando o mar e o vento a cada meia hora, da solidão, do trabalho incessante, do frio, do desconforto de uma navegação solitária ao redor do mundo? E os piratas ao sul da Malásia? Por qual permissividade maluca vocês aceitaram que Abby se lançasse numa aventura que seria arriscada para gente grande?

Já a bordo do barco que a resgatou, Abby escreveu no seu blog: “Há uma quantidade de coisas que as pessoas podem estar a fim de culpar pela minha situação: minha idade, a época do ano e muito mais. A verdade é que passei por uma tempestade, e você não navega pelo Oceano Índico sem entrar em, no mínimo, uma tempestade. Não foi a época do ano, foi apenas uma tempestade do Oceano Sul. As tempestades fazem parte do pacote quando você veleja ao redor do mundo. No que concerne à idade, desde quando a mocidade do velejador cria ondas gigantescas?”.

Se você duvida que Abby tivesse a maturidade necessária para sua empreitada, leia o diário da viagem (www.soloround.blogspot.com ) -sobretudo as notas de Abby durante a interminável navegação no Atlântico Sul.

Os que censuram os pais de Abby afirmam que nunca autorizariam seus rebentos a velejar sozinhos ao redor do mundo porque, aos tais rebentos, falta seriedade e falta experiência. Eles devem ter razão -afinal, eles conhecem seus filhos. Mas cabe perguntar: essa falta de seriedade e experiência é efeito de quê? Da simples juventude? Duvido: La Pérouse, o navegador francês, aos 17 anos, em 1758, já estava combatendo os ingleses ao largo de Terra Nova. Então, efeito de quê?

Pois é, provavelmente, os mesmos pais que se indignam com a “irresponsabilidade” dos genitores de Abby permitem a seus filhos, mais jovens que Abby, de sair em baladas nas quais os únicos adultos são os que vendem drogas e bebidas.

Será que a volta para casa de madrugada, num carro dirigido por amigos exaustos, exaltados ou sonolentos, é menos perigosa do que a circum-navegação do mundo num veleiro pilotado por Abby, animada há anos por um desejo intenso e focado? E, de qualquer forma, qual das duas experiências você prefere para seus filhos?

O fato é que muitos pais preferem que os filhos errem como baratas tontas, de festinha em festinha. Por quê? Simples: assim, os filhos ficam infinitamente mais dependentes.

E os pais modernos, em regra, querem os filhos por perto; eles adoram que os filhos demonstrem que eles não são suficientemente maduros para sair pelo mundo e para correr os riscos que o desejo acarreta.

Não deveríamos nos perguntar qual é a loucura dos pais que empurraram Zac, Abby e Michael mar adentro, mas qual é a loucura dos pais que preferem largar seus filhos nas noites, em que vodca, cerveja, maconha, ecstasy e papo furado servem para convencer os próprios adolescentes de que ainda não começaram a viver e, portanto, vão precisar dos adultos por muito tempo.

Comentando a aventura de Abby, um pai me disse: “Nunca deixaria minha filha navegar sozinha, eu não quero perdê-la”. Pois é, “não quero perdê-la” em que sentido?

ccalligari@uol.com.br

Artigo publicado na Folha de São Paulo, quinta-feira, 17 de junho de 2010.

Contardo Calligaris: CONTARDO CALLIGARIS é psicanalista, doutor em psicologia clínica e colunista da Folha de São Paulo. Italiano, hoje vive e clinica entre Nova York e São Paulo. Leitura obrigatória semanalmente na Folha de São Paulo

Publicou TERRA DE NINGUÉM (2004), pela Publifolha. Este livro traz textos de autoria do psicanalista Contardo Calligaris publicados no caderno “Ilustrada” da Folha de S.Paulo, de 1999 a 2003. Adolescência, exclusão social, escolhas políticas, moral, violência, conflito de culturas e casamento são algumas das diversas questões abordadas pelo autor em comentários sobre os acontecimentos do momento e sobre os problemas do homem contemporâneo, que vive num mundo de contradições e desigualdades. Um índice temático orienta a leitura indicando os textos correspondentes aos principais assuntos tratados.

Na seqüência, publicou QUINTA-COLUNA – 101 CRONICAS (2008) e O CONTO DO AMOR (2008) e CARTAS A UM JOVEM TERAPEUTA (2007).

Email: ccalligari@uol.com.br

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Confie nos sonhos

Uma década e meia atrás (nossa!!! o tempo passou para mim também!!!) eu sonhava secretamente em ser professora de literatura. Meu pai não gostou muito da idéia. Minhas tias eram professoras e meu pai não gostava muito do salário delas!!!!!!!!! Eu tinha 16 anos e achei melhor ficar quieta. Escolhi jornalismo e ele concordou. O caso é que durante todos estes anos fiquei pensando "e se eu tivesse sido professora? Hoje estou na UERGS, estudando Pedagogia e a cada dia, a cada aula, mais me convenço que nasci para ser professora. Me imagino sendo professora de adolescentes e adultos em universidade. É para isto que estou me preparando. Gosto do desafio, do questionamento, do movimento, do repensar conceitos e posições. Meu sonho secreto está virando realidade e tenho que fazer um agradecimento especial as minhas tias "Maria" e professoras (Tere, Gorda e Cida), que me contam (e (contaram) apaixonadas sobre suas vivências em sala de sala.

Ainda sobre sonhos: sonhei que eu recebi vários livros para ler e estudar. Uma pilha. Eram livros sobre física. No sonho eu questionava "como vou ler isto, se nunca entendi física?" E quem me entregava os livros estava confiante, parecia deixar claro que aquilo era uma missão.

Surpresa minha ao ir na Livraria Miragem, aqui em São Chico, e me deparar com os livros do sonho: Fritjof Capra!!! Estavam todos ali. Já tinha tomado conhecimento sobre Capra no jornalismo científico. Ele faz uma relação entre ciência e filosofia (relação que estou estudando em Fundamentos da Ciência) e mostra um novo caminho para humanidade. Comprei o "A Teia da Vida - uma nova compreensão científica dos sistemas vivos". Começei a pilha sonhada. Vou aproveitar as férias que estão se aproximando para me dedicar a esta leitura.

Viu como sonhar faz bem?!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Começo de semana

Não parei a vida para acompanhar a Copa do Mundo. Capto o que acontece pelos ouvidos sempre ligados. Estou encerrando os trabalhos de final de semestre na UERGS e escrevendo o livro sobre a Associação Chico Viale. No mais a rotina com a Maria Rita, que exige bastante. Mas hoje tô esquecendo de reclamar. Não vale a pena. Estou lendo sobre a Segunda Guerra Mundial, porque o assunto faz parte da minha apresentação no Seminário de Ciências, na quinta-feira. Não paro de ler!!!! Até perguntei para o JOão: "Por que um assunto tão feio, como esta guerra, exerce tamanho fascínio?" Parece-me vergonhoso ler entusiasmada sobre um fato que matou cerca de 50 milhões de pessoas, mutilou outras 28 milhões e sabe-se quantas desaparecidas... o JOão disse que as tragédias tem esta capacidade, de nos deixar curiosos. Relembrando algumas concordei com ele.
Um bom início de semana. Refletir sobre o passado não faz mal. Faz bem. Encucar com o passado é que faz mal. Tô cheia de planos e novas motivações. Estudar é um trato na autoestima: abre a mente e o espírito.

Ah! No blog http://alunadauergs.blogspot.com/ estou escrevendo sobre os trabalhos e reflexões da faculdade.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mutirão de castração

Se você gostaria muito de ajudar um animal abandonado, mas não sabe como, chegou uma boa hora de agir.


E, se você tem algum cão ou gato que ainda não foi castrado, também.

No domingo, dia 13, acontecerá em Porto Alegre mais um mutirão de castração de animais a baixo custo. É fácil participar: mande um email para AGENDAR o seu bichinho ou APADRINHAR algum animal abandonado para projetocastracao@yahoo.com.br ou ligue para (51) 8437.3760.

É uma ação muito simples que evitará o abandono e o sofrimento de muitos animais inocentes.

Valores:

Felinos (macho e fêmea) - R$ 45,00

Caninos (macho e fêmea) - R$ 60,00 (até 10 kg )

R$ 80,00 (de 10 a 20 kg )

R$ 95,00 (de 20 a 30 kg )

R$ 150,00 (acima de 30 kg , sem limite)

Faça a sua parte, castre seu animal e ajude a divulgar!

Estudar Pedagogia e Gestão Ambiental na UERGS pelo ENEM

A Universidade Estadual do Rio Grande do Sul está oferecendo vagas pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU), do MEC.


Poderão participar da seleção candidatos que realizaram o ENEM - Exame Nacional de Ensino Médio, no ano de 2009.

Na Unidade de São Francisco de Paula estão sendo oferecidas 05 vagas no Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental e 20 vagas no Curso de Graduação em Pedagogia: Licenciatura.

As inscrições devem ser feitas somente pela internet, no período de 10 a 14 de junho de 2010. Um link parao site do SiSU estará disponível na página da UERGS a partir do dia 10 de junho: http://www.uergs.edu.br

Maiores informações pelo telefone (51) 3288-9027, de segunda a sexta-feira, das 8:30 às 12:00 e das 13:30 às 18:00.

Sem comentários!

 (Jornal NH) Agricultor faz fogueira e queima cachorro vivo em Igrejinha


Animal ainda foi agredido a pauladas. Polícia Civil abriu inquérito para apurar caso.


Igrejinha - Um agricultor de 73 anos espancou e ateou fogo em um cachorro, ainda vivo, na manhã de quarta-feira na Rua Anita Garibaldi, em Igrejinha. Ele cometeu o crime na presença do neto de 14 anos.

De acordo com o titular da Delegacia de Polícia do Município, delegado Florisbaldo Nascimento Cruz, testemunhas acionaram a Brigada Militar ao perceberem que o homem desferia pauladas contra o cão e depois preparou uma fogueira, onde queimou o animal. O agricultor foi detido e encaminhado à DP, mas liberado em seguida.

Cruz afirma que um pedido de processo por crueldade contra animais foi encaminhado à Justiça e um inquérito foi aberto para apurar as circunstâncias do crime.

Blogagem coletiva

A última postagem, sobre amizade, foi uma blogagem coletiva. Foi dado um tema para que blogueiros de todos os cantos escrevessem. No caso, a amizade. Não era um texto para o site Mãezona, idealizado e organizado pela Ingrid, onde irei participar. Fica aqui a explicação, já que sou toda "certinhas" com minhas coisas, coisinhas e coisonas.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Lãs Que Aquecem

Nossa parceria com a Pop Rock está cada vez mais "quente"!

Os ouvintes da rádio estão doando muitos novelos de lã com os quais confeccionamos casaquinhos e mantas para os bebês do Hospital Presidente Vargas.
Todas as terças entregamos vários kits compostos de: cobertor, calça, casaco, meia e sapatinho de lã.

A UNIÃO FAZ A FORÇA!

Obrigado Pop Rock!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Tenho ou não tenho amigos: eis a questão!

BLOGAGEM COLETIVA É ESPALHAR AMOR PELO AR!!!!!!!!!!!!!!

Tenho ou não tenho amigos: eis a questão!

Quando a Ingrid me passou o tema sobre a primeira postagem no Mãezona fiquei encabulada. O que posso escrever sobre a amizade? Não vou a shoppings com amigas, nem as recebo em casa. Também não fico telefonando para contar o que se passou durante o dia. Será que não tenho amigos? Nossa! Bateu um nervoso.

Enquanto fazia Maria Rita dormir fiquei pensando no assunto. Vou ter que avisar a Ingrid que não poderei participar desta postagem. E quando estava quase desistindo veio uma luz. Não sou de andar em grupos, turmas. Nunca fui. Talvez por gostar de ler, estudar, o que exige uma certa solidão. Mas no aniversário de um ano da Maria Rita percebi que tenho amigos. Naquela tarde consegui reunir todas as pessoas que foram importantes em algum momento da minha vida. Com cada uma daquelas pessoas eu vivi algo especial: uma conversa, uma risada, uma lágrima, um sentimento. Na hora do parabéns, do outro lado na mesa do bolo, com a Maria Rita no colo, pude olhar para todas aquelas pessoas e fiquei emocionada.

Não lembro se fiz discurso, se agradeci, tamanha era a minha emoção. Por motivos técnicos (tivemos que desligar o telão que transmitia fotos em mim, na Maria Rita e no João), o "parabéns" demorou um pouco e neste tempo pude olhar cada uma daquelas pessoas e reviver o que vivi com cada uma. Gente! Quanta coisa se passou! O apoio quando perdi pai e irmão. As aulas de tricô e crochê com histórias maravilhosas. O cuidado com minha filha e minha casa. O trabalho de arte para alegrar a alma. As amigas que viajaram com seus pequenos para nos ver. Olhando cada um daqueles rostos revi minha vida, me vi naqueles olhos que cantaram "parabéns pra você, nesta data querida" para a minha Pequena.

A amizade é isto. É ter pessoas queridas próximas ao coração. Não interessa se o contato é diário, por telefone ou e-mail. A única coisa que interessa é a disponibilidade do sentimento. Amizade, ser amigo é ver brilho nos olhos de quem faz brilhar os teus.

Doação de sangue para homenagear Guilherme

Ontem, 06 de junho, iniciamos uma campanha para arrecadar sangue em nome de Guilherme Wienandtz. Infelizmente o rapaz faleceu nesta madrugada, no Hospital de Viamão.

A Associação Chico Viale está pedindo que os doadores dirijam-se ao HEMORGS e doem sangue para o Guilherme, homenagenado-o. Além de prestarmos uma homenagem, a família não precisará se preocupar com a reposição e outras pessoas serão beneficiadas com este sangue.

Doar sangue é doar vida.

domingo, 6 de junho de 2010

Doadores para Guilherme Wienandtz

A Associação Chico Viale pede sangue para Guilherme Wittzorecki Wienandtz, de 18 anos. Os doadores, de qualquer tipo sanguíneo, devem se dirigir ao Hemocentro do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre e comunicar a doação para o Guilherme.

sábado, 5 de junho de 2010

Queimando o passado

Gosto de simbologia. Eu deveria estudar semiótica. Vejo significado em tudo. Desde criança tenho o hábito de escrever diários. Depois de escritos, a releitura me proporcionava repensar o que tinha acontecido, minhas reações, fazer um paralelo entre passado e presente. O caso é que ficar com o passado por perto não dá certo. Reler diários já não provoca reflexões, mas saudades e muitas dores. Deve ser porque os últimos dez anos não foram anos simples. Sou uma pessoa de atitude. Decido e pronto. Esta semana começei uma releitura rápida dos diários para tirar anotações práticas (sugestões de livros, sites, etc) e textos próprios não terminados. Não me interessa mais saber se no dia tal, fulano me disse o quê ou deixou de me dizer outra coisa. Cansei de cobranças. Seja eu com os outros ou comigo mesma. Minha fase atual é esquecer o passado, no sentido de comparar, relembrar, perguntar por que... cansei!! Quero perdoar meu passado, a mim e todos que fizeram parte dele. Não me interessa mais o que foi feito. Ainda estou viva e tenho muito por fazer. Comparar não vai melhorar meu dia. Vai é me deixar saudosista, com mais tralha para tirar pó e uma eterna questionadora de um "será que?". Cansei e tô aproveitando o frio para queimar. O bom é que estou encontrando bons textos, que serão postados e trabalhados no Universo.

"Quando parecia que nada iria acontecer, uma novidade aparece. E o mundo se transforma. Este é o momento propício para você aprender que sempre é possível ir além do que pensaria poder".

Você é doador de medula óssea? E se o seu filho precisasse de um doador?

Meu engajamento com a Associação Chico Viale e a causa do sangue/ doação de medula óssea já tem três anos. Neste tempo muita coisa aconteceu e mudou depois que a Maria Rita, minha filha, nasceu. Em função dela ainda ser bebê muitas das minhas saídas para campanhas são complicadas.

Tenho trabalhado mais na internet, que é uma ferramenta fantástica para se repassar informações. Além desta alteração na rotina de trabalho notei que estou mais sensível. Quando chega algum pedido de ajuda para crianças, que precisam de transplante de medula óssea, fico apreensiva.

Já passei por muitas experiências chatas e aprendi que a vida não poupa pessoa alguma. Não interessa se tem dinheiro, casa, carro, beleza. A vida chama todo mundo. E cada um de um jeito. Me coloco no lugar destas mães, que recebem o diagnóstico de uma doença no seu filho/a, da necessidade de um transplante. Me coloco no lugar destas mães que olham, todos os dias, seu filho/a ser picado por agulhas que levam tratamento; que olham as lágrimas nos olhos de quem mais se ama.

Fiquei imaginando como eu ficaria se minha filha passasse por isto!!!!!!!!!!!

Acho que eu iria pirar! Não sei se teria coragem e estrutura para continuar vivendo. Minha mãe perdeu um filho, o Chico Viale, num acidente de carro. Viu ele em coma durante 63 dias, sofrendo males que sequer imaginamos. Tem dias que me coloco no lugar dela e em seguida olho para a minha pequeninha. Não sei o que é perder um filho, mas acredito que deva ser um baita soco no estômago e que mãe alguma deveria passar por isto (nem os pais).

A melhor maneira de se exercitar a solidariedade é se colocar no lugar do outro. Assim fica mais fácil perceber o quanto pode ser doído viver e o quanto pode ser fácil ajudar quem precisa. Ninguém aqui é Deus para dar a vida e tirar a morte, mas todos somos humanos e podemos fazer algo para mudar algumas situações.

A situação em questão é colaborar com o aumento do número de doadores cadastrados para doação de medula óssea. Coloque-se no lugar destas mães, pegue a sua carteira de identidade e vá ao Hemocentro mais próximo se cadastrar. Não tem como ir? Não sabe como fazer? Contate a Associação Chico Viale que nós iremos ajudar.

Seja um doador o mais rápido possível. Alguém pode estar esperando por você.




Saiba mais sobre a doação de medula óssea
O que é Medula Óssea? A medula óssea é o tecido encontrado no interior dos ossos, também conhecido popularmente por "tutano", que tem a função de produzir as células sanguíneas: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas.
Quem precisa de Transplante de Medula Óssea? O Transplante de Medula Óssea é indicado principalmente para o tratamento de doenças que comprometem o funcionamento da medula óssea, como doenças hematológicas, onco-hematológicas, imunodeficiências, doenças genéticas hereditárias, alguns tumores sólidos e doenças autoimunes.


Como se tornar um doador? A pessoa precisa ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante). Ela deve cadastrar-se em um dos centros habilitados para isso, onde será feito um cadastro com dados pessoais e realizada a coleta de uma pequena amostra de sangue. A partir disso, seus dados constarão do Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome). Se, um dia, houver algum paciente no Brasil (e mesmo em outros países) com características genéticas semelhantes às suas, o doador será convidado a realizar novos testes e doar efetivamente a medula se houver compatibilidade.


Como é feita a doação de medula óssea? Esta é retirada do interior de ossos da bacia por meio de punções com agulhas e seringas. Além dessa, existe outra forma de doar as células progenitoras ou células-mãe da medula óssea: é a aférese, em que o doador é ligado a uma máquina pela qual o sangue de suas veias circula enquanto as células progenitoras vão sendo separadas. O material colhido pode ser utilizado imediatamente ou ser congelado para utilização posterior.


Existe risco para o doador? Os riscos para o doador são praticamente inexistentes. A medula se recompõe em apenas 15 dias. Até hoje não há relato de nenhum acidente grave devido a esse procedimento.

Como é feito o transplante? O transplante só será realizado quando o paciente estiver pronto para recebê-lo, resolução que cabe ao médico que o está acompanhando. O procedimento é simples: após um tratamento que elimina todas as células da medula óssea do paciente, aquelas colhidas do doador são infundidas em uma veia, como se fossem uma transfusão de sangue. Com o passar do tempo, essas células vão se fixar na medula óssea vazia e se multiplicar até recomporem-na novamente.


Como são feitas as buscas do doador? O doador compatível deve ser procurado em primeiro lugar, na família, entre irmãos do mesmo pai e da mesma mãe. Esse não sendo encontrado, o médico do paciente deverá inscrevê-lo no banco nacional de receptores de medula óssea (Rereme) para realização da busca de um doador compatível voluntário cadastrado no registro brasileiro de doadores de medula óssea (Redome).

PUCRS se engaja na campanha de doação de sangue, órgãos e medula óssea

Na próxima segunda-feira, 7 de junho, a PUCRS estará lançando a campanha "Doe Esperança", iniciativa permanente com objetivo de mobilizar a comunidade acadêmica para a doação de sangue, órgãos e medula óssea. Um show com a dupla Claus e Vanessa marcará a data, a partir das 19h, no Largo da Solidariedade, em frente ao prédio 15 do Campus (avenida Ipiranga, 6681- Porto Alegre), com entrada franca.

Serão três eventos anuais, relativos a cada um dos temas, aproveitando as mais de 30 mil pessoas que interagem diretamente com o Campus, entre alunos, professores, técnicos administrativos e fornecedores. A primeira ação será no dia 18 de junho. Entre os prédios 11 e 30, das 9h às 12h e das 13h30min às 16h, o ônibus do Hemocentro do Rio Grande do Sul fará coleta de amostra de sangue para o cadastro de doadores de medula óssea. A promoção é da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários, Gerência de Recursos Humanos e Hospital São Lucas da Universidade.
Programação:

18/6 - Enfoque: Doação de Medula Óssea - Ação: Coleta de amostra de sangue para cadastro

25/9 - Enfoque: Doação de Órgãos e Tecidos - Ação: Entrega de folder explicativo

25/11 - Enfoque: Doação de Sangue - Ação: Entrega de folder explicativo

(depois de ter as informações é só passar no HEMORGS, poucas quadras da PUCRS, e doar sangue!)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Dia de relembrar

O frio deu uma trégua e levei Maria Rita para uma volta no Lago e arredores do Hotel Cavalinho Branco. Foi tão bom sentir o sol novamente caminhando de mão dada com a minha filhinha. Este ser tão pequeno, mas de tanta vontade, me emociona a ponto dos meus olhos encherem-se de lágrimas mesmo em público. Estavámos caminhando quando surgiu, na maior corrida, Belo, nosso vira-lata feio, que tem uma cicatriz enorme nas costas e vive na rua. Fazia duas semanas que ele se mudara para a avenida principal e hoje reapareceu. Foi tão lindo! Maria Rita ria, pegava ele e o Belo pulava muito, abanava o rabo. Adoro animais e ver minha filha, sem medo, brincar com o Belo, sem preconceitos ou resistência é de chorar. Voltamos para casa: eu, Maria Rita e Belo. Botei ração numa lata e ela, com um ano e meio, deu a comida para ele. Obrigada vida por me mostar que tudo ainda vale a pena!!!

P.S: este da foto é o Belo!!!