quinta-feira, 31 de março de 2011

Da cabeça de Rita Gil, cabeças mostrando os Campos de Cima da Serra



Rita Gil é daquelas artistas plástica que mergulha de cabeça em suas obras. De 02 a 28 de abril estará com a exposição “Cabeças cheias de Histórias”, no Centro de Cultura de Gramado. Gramadense, depois de vinte e cinco anos fora, retornou às suas origens.

Rita trabalhando
Na exposição são 20 cabeças em argila. Rita conta que pesquisou o passado da família e foi moldando rosto por rosto, história por história. A temática desta série, surge de um demorado quebra cabeça que a artista montou, decifrando cartas, documentos, memórias orais, fotos e objetos que foram guardados pelas mulheres da sua família durante quase dois séculos, além de uma mescla de elementos rurais, geográficos, políticos e religiosos daquela época. Olhar para as cabeças é como olhar para a história de toda uma região.



São seis cabeças femininas: a viúva, a escrava Ignácia, a açoreana, a princesa moura, a bugra e a noiva. “Elas não representam uma determinada pessoa, elas representam todas as viúvas, todas as negras, todas as histórias que ouvi de meus avós”, comenta Rita. Ela ainda diz: “ trabalhei com memórias e relacionei supostos sentimentos, sensações e pensamentos, decifrando cartas trocadas, documentos, rezas benzeduras, fotos, marcas (todas as cabeças são marcadas em baixo relevo na nuca com a nossa marca de gado), objetos mesclados com elementos rurais, fauna e flora, geográficos políticos e religiosos. Além de esclarecer minhas origens, interagi diretamente com minhas antepassadas, que guardaram todo este material, de 1820 até hoje. Acho que era uma missão”.



A exposição, que tem curadoria de Kira Luá (outra fera nas artes plásticas e que em breve estará aqui), vem para compartilhar. Rita Gil diz que o artista precisa produzir sempre. “São fases que tem começo meio e fim, pra mim não teria sentido produzir e não compartilhar, é como escrever um livro e guardá-lo na gaveta”, finaliza ela.



A cabeça que mais provoca Rita é da noiva, porque o casamento era o assunto principal das moças dos Campos de Cima da Serra, no século XIX. Ela fica se perguntando "o que passava nas cabeças daquelas moças em época de casar". Sua pesquisa mostra que todas as cartas das solteiras giram em torno deste assunto.”Li muitas cartas, trocadas entre primas, e me transportei para aquele lugar, onde um baile, uma festa ou um folguedo era esperado com muita ansiedade”, revela Rita.




A artista, que quando está de bobeira pinta, acha que tinha um compromisso com o seu passado: mostrar este material, antes que o mesmo fosse parar no fogo. Ela acredita que o tradição oral, o boca a boca, ainda preserva e valoriza muito deste passado, mas também crê que o tempo faz com que os detalhes sejam perdidos.


Rita e Mario Palermo, escultor e seu mestre

Rita espera que a pessoa que entrar em sua exposição se desloque para o século XIX e sinta este universo recém passado. Perguntada sobre o que as cabeças podem pensar do público que passará por lá, Rita é rápida em responder: “Acho que elas vão gostar de estar aqui. Ficarão muito curiosas e vão conversar com as pessoas, tentando entender porque tudo está tão mudado, tão diferente do mundo onde elas viveram”, finaliza a artista.

Para quem não puder conferir a exposição em Gramado, vale uma visita ao blog da Rita e fazer um tour virtual. Se gostar é só comentar. E se gostar mais ainda é encomendar uma cabeça!!



sábado, 26 de março de 2011

Lila Rizzon, no mundo das estrelas e das palavras


"Desde criança eu brincava de ser repórter. Tanto que na hora do vestibular, não tive dúvidas: jornalismo. E com a astrologia foi uma coisa estava escrito nas estrelas. Comecei a me interessar muito pelo meu próprio mapa astral e, quando vi, estava estudando apaixonadamente! Era pra ser.” Assim começa a conversa com Lila Rizzon, jornalista e astróloga em Gramado, na serra gaúcha. Apaixonada pelo que faz e encantada com a vida, Lila é daquelas pessoas que nos recebe sempre com um sorrisão. A geminiana (Sol em Gêmeos), ascendente em Touro e Lua em Aquário, explica que o Sol mostra a árvore que viemos ser neste planeta. A Lua é a água, que rega e nutre esta árvore. E o Ascendente é o formato da árvore, se ela tem poucos ou muitos galhos, é a primeira impressão que causa quando vista pelos outros.

Olha a Lila!
Para Lila comunicar é expressar-se, contar, transmitir aquilo que os olhos podem ver, o que a mente capta, o coração sente e a alma vibra. “É trocar percepções”, diz ela. Além de gostar de escrever, a moça adora a internet. “Adoro navegar pelo mundo, pesquisar e acompanhar a disseminação de ideais e novos conceitos, além de compartilhar estas informações”, completa ela, que adora o astro rei, senhor sol.
Por falar em Sol, Lila mantém um site (http://www.lilarizzon.com.br/), onde afirma que a astrologia e a comunicação fazem um belo casamento. "Conciliar jornalismo com astrologia flui com muito mais naturalidade, graça e harmonia do que supunha minha vã filosofia. Tipo um patchwork, onde tecidos e texturas distintas se unem pra formar algo único, exclusivo, belo e de grande apelo aos sentidos". E ainda completa aqui para nós “Através dessa união descobri que coexistir é muito mais tranquilo do que excluir!”.

Já deu vontade de fazer o mapa astral? A jornalista e astróloga diz que, “o mapa astral ajuda a entender 'porque a gente é assim'. E, melhor ainda, mostra caminhos, alternativas e formas bacanas pra usar as energias que dispomos. Mapa astral acho legal fazer uma vez e, claro, revisar quando pinta aquela curiosidade sobre algo. O que aconselho a fazer, uma vez no ano, é o mapa do ano, estudo que mostra as tendências, a vibe, o astral do ano da gente e que vale de um aniversário ao outro”, explica ela.


Ainda nesta conversa de signos e estrelas, ela conta que existem signos que combinam mais e outros que combinam menos. “Sim, existem signos cuja conversa é mais fluida (signos de fogo e ar falam a mesma língua). Mas isso não significa que uma pessoa de Peixes (água) não se dê super bem com uma de Áries (fogo). Isso porque não é só o signo, onde está o Sol, que conta na hora em que, duas pessoas se encontram, pra se amar, ser amigos ou fazer sociedade. A combinação de planetas, em signos, no mapa de cada pessoa, é o que conta nessa hora. Aliás, é essa combo aí, que faz cada um de nós único”. E o que mais pode querer uma pessoa além de ser única e assumir a sua missão nesta existência?



Lila adora comidinhas com vegetais e refogados. “Minha especialidade é uma lasanha de brócoli maaaara - todo mundo adora!”, confessa ela. Diz que já ficou muito tempo sem comer carne, mas que de um tempo para cá sentiu pressão do seu organismo e se rendeu. “E se tem coisa que aprendi com a medicina chinesa é respeitar sempre o que o organismo pede!”, revela ela.




Quando perguntada sobre o que mais gosta de fazer, a lista é grande (escrever, malhar, correr, ouvir música, caminhar, bater papo com os amigos, inventar moda, etc). E sobre o que menos gosta, diz que não sabe, mas que aprendeu que para se fazer tudo, inclusive o que não se gosta, o segredo é ter disciplina.

A antenada Lila adora televisão ligada, de preferência em séries, como Glee (série de televisão musical comédia-drama que vai ao ar na Fox) e a comédia Drop Dead Diva. Lila ainda cita o programa Altas Horas, exibido nas madrugadas globais de sábado, além de clips e filmes, “muitos filmes”.

Moradora de Gramado de 1994 à 2000, nascida em Vacaria (RS) a jornalista ainda morou em Porto Alegre, Canoas (RS) e Charlotesville (Virgínia/EUA). Já está de volta à serra gaúcha faz uns dois anos e adora a sua qualidade de vida e astral.

A Lila em versão Bonequinha de Luxo!

E se Lila não fosse astróloga ou jornalista, o que seria? “Atriz - adooooro um drama!”, confessa ela rindo.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Bettina Lauterbach e a preocupação com o carinho

Bettina Lauterbach tem 43 anos e escolheu Gramado/RS para morar. Nasceu em Porto Alegre, se criou no Rio de Janeiro e morou 11 anos em Campinas (SP), onde teve as filhas. Já são seis anos em Gramado/RS. O que pode parecer confuso, na verdade vira um caldeirão de criatividade. Bettina desenvolveu uma idéia/produto, que acalenta crianças e faz mamães e papais sonharem.


olha  Bettina aí!
Tratá-se do Babysling. Sling, na sua tradução literal, é a alça que o guindaste utiliza para retirar os containers do navio para o porto. No universo dos bebês, sling é uma faixa de tecido, confortável, que atravessa o corpo da mãe/pai, o que permite uma interação direta entre a criança e quem o carrega. No site (http://www.babyslings.com.br/) está escrito assim: “Sempre que seja necessário um colinho, sempre que a mãe ou pai queira ter mais liberdade com os braços e mãos. É carinho que faz bem!!” E qual é o pai ou mãe que não quer dar carinho? Por causa desta preocupação com o emocional é que o babysling tem sido um sucesso no Brasil e em outros países.



Com uma comunidade no Orkut (http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=392241) que ultrapassou 4600 inscritos, Bettina e seus babyslings estão conquistando o mundo. “Claro que existem comunidades bem maiores, mas eu acho 4.600 um número respeitável! Iniciei a comunidade em 07 de setembro de 2004, os bebês daquele ano estão completando 7 voltas ao redor do sol. Vocês podem imaginar o que era usar um sling há 7 anos atrás? Algo muito surreal!”, é o recado que Bettina dá em emails/news para quem se cadastra querendo receber informações sobre os produtos.


Além dos slings e das fraldas, outros produtos chamam atenção pela originalidade
Além do sling, a mãezona de duas meninas (com idades entre 10 e 12 anos) aposta no uso das fraldas de pano. Ela diz que as fraldas são procuradas por convicções ecológicas, salutares e econômicas. Em tempos de problematização com aterros sanitários, o lavar a fralda e reutilizá-la, volta a ser uma opção. O mais interessante e prático é que estas fraldas podem ser lavadas na máquina.


varal cheio, meio ambiente agradece.
Seus produtos são fabricados um a um, de acordo com a demanda da cliente. “O cliente quer o produto do seu jeito. Temos nossa confecção em Gramado/RS e há um grupo de 10 pessoas envolvidas diretamente no trabalho”, explica Bettina. Cerca de 95% das vendas acontecem através da internet. Com loja virtual (http://www.babyslings.megaweb.com.br/), blog repaginado, site, participação em redes sociais e MSN... ufa! É de se perguntar como ela arranja tempo para atualizar toda esta parafernália tecnológica e ainda criar slings tão bonitos. Bettina adora os de cores neutras, mas para as fraldas prefere as estampas de bichinhos. “Tudo é reaproveitado em novos produtos desenvolvidos e quando realmente não conseguimos inventar mais nada, com aquele restante de tecido/produto, doamos para ONGs interessadas”, conta a criadora.


E quando a criança crescer e não couber mais no sling, o que se faz com ele? “Transforma o babysling numa manta de patchwork”. Esta é Bettina, que mora em meio a um jardim florido na cidade de Gramado e já sonha em usar um sling nos seus futuros netos e netas.


Mais informações: http://www.babyslings.com.br/






terça-feira, 1 de março de 2011

Manu, de alma doce e protetora, contra a dor do abandono

Falar de Manu é enxergar São Francisco de Assis. Emanuela Fabro nos faz lembrar som de mar, sereno, tranquilo. Emanuela tem cheiro doce. Passa paz para quem cruza pelo seu caminho. Assim podem afirmar Gaivota, Perninha, Brisa e muitos outros afilhados.


Manu e seus afilhados

Emanuela é uma protetora da causa animal, engajada de corpo e alma. Começou cedo. “Sempre gostei muito de animais, cães, gatos, pássaros. Quando eu tinha 8 anos, minha mãe tinha uma loja. Um dia passou uma menina para pagar uma conta e ela trazia junto um saco. Minha mãe percebeu que o saco se mexia e perguntou o que ela levava ali dentro. Sim, era uma cadelinha bebê. A criança ia jogá-la no rio, por ordem da sua avó que não queria o bichinho. Acho que nesse momento tudo começou. Minha mãe ficou com a cadelinha, nossa querida e amada Loli, viveu conosco por 19anos. Isso tudo foi em SC”, relembra Manu.

Em 2006, já em Porto Alegre, foi que ela conheceu esta rede de proteção organizada. “Foi quando adotei a minha Rebeca, através do site Bicho de Rua. A pessoa que resgatou a Rebeca acabou se tornando uma amiga e aos poucos fui entrando na turma da proteção. Conheci abrigos, protetores, clínicas a baixo custo, tudo o que hoje faz parte da minha rotina diária”, explica a protetora. Emanuela ainda dá um toque para os que querem ajudar, mas acham que não têm dinheiro:”durante esse processo, percebi que qualquer pessoa pode ser um protetor, basta querer salvar uma vidinha. Que o dinheiro usado para tratar um animal é o mesmo dinheiro que usamos para ir ao super, cabeleireiro, que o governo não dá nada aos protetore,s tudo sai do nosso trabalho e esforço”.

Amor aos animais é máxima na sua vida
Esta moça tão dedicada tem família sim e consegue conciliar tudo. “ É claro que a vida sempre se mistura, pessoal com voluntariado, mas tenho tudo muito bem resolvido.


Manu, os pais e o sobrinho

Amo animais. Quero ajudar o máximo possível, mas não deixarei te ter uma vida normal. Gosto de sair com os amigos para tomar um chopp, almoçar, ir ao cinema e shows. A minha dedicação aos animais faz parte da minha vida, e preciso estar bem comigo para seguir esse caminho”, afirma ela.

Para esta protetora todos os casos são especiais. ”Não tem como não ser assim. Cada animal que passa pela gente deixa a sua marca, a sua lição”, completa ela.

Um presente mudou a sua vida. Em junho de 2008, a mãe da Manu a presenteou com uma máquina de costura. Ali nasceu a Tudo Colorido. “Cresci dentro de uma malharia, mas nunca tinha usado uma máquina. Minha mãe deu algumas dicas, e aos poucos fui me virando. Não fiz cursos, fui aprendendo sozinha mesmo, contando com o apoio de pessoas maravilhosas”, conta Emanuela.


A Tudo Colorido é feita de duas pessoas: ela e o marido, Roger. “Eu brinco de criar as novidades, faço as peças e vendo. Meu marido é meu apoio, meu companheiro e é dele que sai o valor para pagar clínicas e casas de passagem, quando(e isso é quase sempre) as vendas não são suficientes para fechar o mês. Tudo é feito por mim, aqui mesmo no meu apartamento, na companhia da minha turma peluda. Geralmente as peças são vendidas sob encomenda, mas o que tenho pronto levo para bazar/brechó. O meio mais eficaz de venda é através dos emails, emails que envio para meus contatos divulgando as novidades”.


Manu e Roger, o marido
A turma peluda é composta pelo cachorro Pitchin (o primeiro a chegar, o “irmão” mais velho), pela cachorrinha Rebeca (que adora dar lambidas/beijos), pela cachorra Zoé (“encontramos a Zoé revirando lixo com os orelhões de pé. Trouxemos para casa, demos banho, comida, vacina, castramos e doamos. Depois de um mês devolveram e nós a adotamos definitivamente. Foi devolvida pois é muito agitada, quer muita atenção, e é assim até hoje, conta Manu) e pelos felinos: Cássia (que foi encontrada bebê, quase sendo atropelada) e o Will, que se mostra um grande guerreiro. E Manu conta a história dele: “Will entrou em nossas vidas em 2010. Era um filhote e foi encontrado na avenida Silva Só, com a boca machucada e a pata dianteira sem movimentos. Ficou aqui em casa para fazermos o tratamento de fisioterapia e acupuntura. Ele é especial! Durante 10 meses fizemos o tratamento que consistia em levá-lo uma vez por semana na clínica para sessões de fisio e acupuntura. Além disso 3 vezes por dia eu mesma fazia massagens, exercícios e bolsas de água quente. Mesmo com todo esse esforço ele não recuperou o movimento da pata. O que não significa que ele tenha qualquer dificuldade, faz tudo que a mana Cássia faz e mais um pouco. É alegre, brincalhão e muito feliz! Se tivesse movimento nas quatro patas acredito que subiria pelas paredes”.


Rebeca e Cássia
A turma se dá super bem. Não existem brigas, muito menos perseguições.
Manu gostaria de falar com Deus. Já sabe até o que pediria: “Respeito. Respeito pelo próximo, pelos animais e pela vida”, responde rapidinho a moça que acredita numa força maior, em uma espécie de energia positiva que só faz bem. Curiosamente ela confessa ter uma fé imensa no Menino Jesus de Praga, mesmo não sendo católica, e recorre muito a ele nos momentos mais difíceis.

Emanuela, tem 33 anos, gosta de todos os tons de rosa, mora em Porto Alegre/RS, acalma a alma com muita música e bons livros, gosta de chá e bebe muita água. Gosta de vestidos soltos no verão, moletom e jeans no inverno. Preza pelo conforto acima de tudo. Completa as informações dizendo que tem uma irmã mais nova, que ama muito. E um sobrinho, que também é afilhado, que para ela é a criança mais linda. Se acha uma tia coruja. Também adora chocolate e perfumes. A protetora Manu quer continuar sendo Manu. Não troca de lugar com pessoa alguma, mas sonha morar num sítio, com pomar, horta, espaço e flores.

Manu e a mana. Érica

Emanuela enfatiza a importância da internet no trabalho de proteção animal. “Sem a internet quase não existe a proteção. É através da internet que conseguimos ajudas, vender os produtos, entrar em contato com outros protetores, e finalmente, divulgar os animais para adoção. Sem essa ferramenta, o trabalho seria bem mais lento e difícil.

Desde o momento que resgato um animal ele já entra no mundo virtual e repasso para minhas redes de contato”, explica ela como trabalha. Também frisa que é importante evitar estardalhaços. “Atitudes radicais demais, barulhentas demais podem assustar pessoas não iniciadas. Na minha visão precisamos orientar, mostrar a realidade e como as pessoas podem mudá-la. Impor, forçar alguém é muito negativo e dificilmente dará bons resultados. O importante é fazer com que as pessoas(seus amigos, vizinhos, familiares) entendam que cada um pode fazer o mesmo que eu e qualquer outro protetor faz. Que não somos super-heróis, infelizmente não temos o poder e condições de resgatar todos os necessitado”, concluí Manu.

Em tempos de poucos olhares para o mais simples, o mais quieto. A protetora Emanuela olha com atenção para o lado. Ao avistar um animal carente o pensamento é rápido: dar comida. “Sempre dar comida primeiro”. Fome saciada, o espaço todo é para a gratidão e para a lealdade. E isto Manu sabe de sobra.

Conheça o trabalho da Manu no http://www.tudocolorido.com.br/