segunda-feira, 25 de julho de 2011

Brunch da Viale


Era uma vez uma vontade de juntar a família. Minhas tias, as Marias, e as primas, realizam um chá mensal para se encontrarem, fofocarem e agilizarem as ações da Associação Chico Viale, em Porto Alegre. É claro que eu, a Viale serrana, tinha que me oferecer para oferecer um chá. Mas como queria a vinda delas cedo do dia, propus um brunch (refeição que atende as fomes do café da manhã e do almoço, em um horário mais tardio). E no dia 23 de julho, último sábado, elas vieram. Eram 23 pessoas, porque o tio Marcelo e o tio Gilberto também não se aguentaram de saudades e vieram.


No brunch sopinhas/creme aprendidas no curso com o Rafa Michalski: creme de batata, creme de cenoura com suco de laranja e gengibre, além da tradicional sopa com capelletis e caldo de galinha (de verdade!! nada de cubinhos industrializados).


 Maria Rita adorou a bagunça e principalmente as brincadeiras da tia Cida, grande pedagoga: correr e gritar!!!


Quando a gente junta as pessoas que gostamos muito, percebe-se que a vida pode ser simples, tal como a brincadeira das gurias.







De vez em quando é bom abrir as portas da casa (e do coração) para "desanuviar" aqueles sentimentos ressentidos e mofados. O cardápio pode ser um sanduíche de presunto e queijo. O que importa é a intenção. O resto é passagem de tempo!!!

Montagem e texto das fotos: June Santos Viale, titia!!!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Escrevendo e cozinhando

Nesta vida são muitos os prazeres, mas os de verdade, aqueles que ficam se perpetuando por mais de um momento, são raros. Raros e simples. Prazer é juntar bom companhia, dar risada, aprender a cozinhar e escrever sobre tudo isto. Assim tem sido as aulas de gastronomia com o chef e amigo Rafael Michalski, aqui em São Chico. Nas noites de terças-feiras, nosso encontro é no Taylor's, bar comandado pelo Cesar e pelo Maurício. No último encontro o carro chefe eram molhos para massas.

Zé, Cesar, Rafa e Maurício iniciando os trabalhos da noite
Sou a responsável por anotar as receitas, segredinhos. A noite começou com uma tremenda sessão de picar tomates, cenouras e cebolas.


Rafa mostrando a arte de cortar


Para cada molho uma dica: para alguns se tira a pele do tomate, para outros se tira a semente. Com um pouco de cuidado, observação, a comida vai se fazendo sob nossos olhos.



Ana e Dani acompanhando o corte das cebolas


molho de tomate sem pele e sem sementes

O que mais chama a atenção, quando se pode conversar com uma pessoa que estudou sobre gastronomia, é a simplicidade de que precisamos para cozinhar. Nada complicado, nada extravagante.



Elisa, da Midori Sabores e Saberes, talento nato


O aroma sempre despertando novas sensações

Cozinha faz a gente lembrar de bom senso, paciência e dedicação. Virtudes um tanto esquecidas nos dias de hoje. Será por esta ausência que as pessoas tanto porcuram os cursos de gastronomia? Aprender a cozinhar para recuperar coisas esquecidas pelo caminho?



Ana e as cenouras


Viale e Nina nas descobertas do mundo gastronômico

Cozinhar é também reflexão. Resgate. O alimento tem disto: aflora sentimentos e lembranças. Dalai Lama disse certa vez que o ato de servir e alimentar o outro é a raiz de todas as relações.



Rafa na elaboração do molho bechamel


Reencontrar amigos, refazer relações, atiçar lembranças, buscar o perdido em anos atrás. Cozinhar é tudo isto. É marcar com carinho um momento. É dizer aos que estão junto que bom que estamos juntos. Meu pai gostava muito de cozinhar. Gostava de juntar a grande família numa mesa e preparar comidinhas elaboradas: sonhos escaldados, filé à milanesa, ravioli de espinafre e salsicha... tudo feito à mão, concentrado, dedicado.



A vida tem me ensinado a focar. A procurar meus talentos e executá-los em prol de muitos. Não sou habilidosa na cozinha para montar um restaurante, mas posso sim fazer uma refeição e oferecer como um presente às pessoas que gosto. E mais do que isto, posso escrever sobre comida, para tocar coração e paladar de muitas outras. Sempre há a possibilidade de fazer algo mais.

E para quem se interessou, uma segunda turma está se formando para aprender com o chef Rafa. Ah! Se você não pode vir à São Chico para fazer as aulas, que tal o Rafa ir até aí para dar aulas e criar jantares maravilhosos? Sempre existe uma outra possibilidade...

E as fotos são da Joana Moreira, fotógrafa parceira do blog da Viale!!

domingo, 17 de julho de 2011

Lucia Guaspari: criar para viver

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Maria Lucia Guaspari Barreto é a entrevistada da vez. Porto alegrense, artista têxtil, curiosa, vó de uma princesa e apaixonada pelo belo. Nos conhecemos num restaurante, em Canela. Ela numa mesa, eu em outra. Ela viu meu casaco preto com recortes em feltro e veio me perguntar sobre ele. Dali passamos a trocar emails e tive a oportunidade de conhecer o trabalho dela.

esta é a Lúcia Guaspari
Para ela se perceber artista é sentir a energia dentro de si, que tem de fluir e sair por algum poro: a criação. "É expressar aquilo que é a tua essência, aquilo que é a tua parte divina", conta Lucia.
Lucia transita por muitas técnicas: feltragem, pintura, customização, etc.


E artista tem alma diferente? "Artista para mim, é toda pessoa que expressa esta divindade interior, esta energia que surge não se sabe de onde, que brota não se sabe como e nos tira "do tempo e do espaço", acrescenta ela.



Em 2010, Lucia ganhou o Prêmio Destaque Criatividade AGAPA, com a cadeira Mama África. Ela conta que 
adora tribais, coisas bem tipicas de uma região, as cores, os custumes, os animais, flores.... "A inspiração desta cadeira surgiu com a Copa do Mundo, realizada na África ,muita noticia, muitas fotos, muita informação chegando de uma terra tão distante, e ao mesmo tempo, tão nossa mãe. Um lugar que exala cores e me transmite uma força incrível seja pelo seu povo, seja pela sua fauna. Para mim, o tigre é o animal que representa poder, força, beleza  e ao mesmo tempo uma docilidade (é incrível eu dizer isto, mas me dá uma vontade de abraçá-lo)".




Bióloga de formação, artesanato como hobby, criadora desde pequeninha, Lucia passa o tempo real criando e e trilhando um caminho espiritual. A cada momento. Sem perder um instante da sua vida. E se pudesse fazer um pedido à Deus, pediria a cura de todas as doenças.




Quando quer desopilar a mente apela para a meditação, o contato com natureza e muito bate papo. A vó coruja, que ajuda a neta a juntar conchinhas na beira da praia, moraria em Gramado se não fosse tão apaixonada por Porto Alegre. Mas a paixão pela capital gaúcha divide espaço com outra paixão: viajar. Rapidinho ela arruma uma mala! Sua lembrança inesquecível é Santorini, na Grécia.




Sobre cores tem predileção pelo vermelho. Acha que as cores mostram sentimentos e emoções. Entre suas prediletas para trabalhar estão as cores quentes e os tons terrosos.



O que mais gosta de fazer? "Pintar, cantar, passear e conversar". O que menos gosta? "Cálculos!!!!!!!!!!!".

Na plaquinha pregada na porta de entrada, a frase é óbvia: Eu sou criativa. E o que mais poderia se dizer da Lucia Guaspari?

Mais informações http://luciaguaspari.blogspot.com