sábado, 28 de abril de 2012

Ressaca chata


Nem sempre as notícias são boas. Hoje, sábado (28/04), aconteceria a festa da ONG Amigos de Rua, aqui em São Chico. A ideia era apenas uma: arrecadar dinheiro para continuar o trabalho de cuidados e castrações da ONG com animais de rua. Já era a segunda tentativa de fazer uma festa. A primeira vez seria no Taylor's Pub, mas não conseguimos acertar uma porcentagem na venda dos ingressos, que realmente ajudasse a entidade. Agora seria no espaço de festas dos funcionários do Banco do Brasil, mas houve uma falta de comunicação e reformas iniciaram dias antes da festa.

A intenção desta postagem é somente explicar ao público, que pagaria seu ingresso, que não é possível realizar uma festa neste ambiente, por questões de segurança. Somente isto, nada mais que isto.

Gostaria de continuar sensibilizando pessoas, para que se comovessem com causas sociais, sejam qual for. Temos tanto por fazer e não interessa mais de quem é a culpa, mas de nos unirmos e fazermos algo pelo BEM DE TODOS. Se a nossa cidade não vai bem, nós também não vamos. Se nossa cidade está suja, nós também estamos. Se os animais de nossa cidade são maltratados, nós também somos. TODOS ESTAMOS INTERLIGADOS, por mais absurdo que você possa considerar esta afirmação. Apenas veja a sua cidade e tudo que a mantém. Com outros olhos.








domingo, 15 de abril de 2012

Surpresas da vida...


Era uma vez uma igrejinha no alto do morro, num lugarzinho chamado Salto, Barragem do Salto. Um local, que já foi de lágrimas tristes, recebeu um banho de chuva para lavar a memória de todos os corações, que ali estavam. Começou com o batizado do meu sobrinho, Francisco, que recebeu a água que purifica. Depois de abençoado, os pais, Cíntia e Fernando, retribuíram tanto amor recebido e fizeram-se o AMOR.

Surpresa para todos os convidados, inclusive a mãe da noiva e os pais dos noivo. Depois de chorar muito pensei na vida e nas suas voltas. Cinco anos atrás velei meu irmão nesta igreja. Agora batizamos meu sobrinho e minha irmã casou. A vida é isto aí, uma sucessão de lágrimas e sorrisos (como diz o refrão de uma música do Sidney Magal). Para que se preocupar? Para que amaldiçoar? A vida é uma brincadeira. Uma grande brincadeira para se pular, cair, levantar e continuar!!!


Francisco, Fernando e Cintia entraram na igreja sob uma salva de palmas dos convidados
Casamento surpresa foi o grande presente para os convidados

Chuva de arroz 


Padrinhos e madrinhas de Francisco em felicidade plena

O amor tem nome: Francisco
fotos de Rafael França e Sofia Wolff.

domingo, 1 de abril de 2012

Trabalhando para burro



 "Sempre ouvi esta expressão... Acho que vocês também.

Porém nunca vi ninguém trabalhar para um burro, pelo contrário, sempre vi os burros trabalharem para os humanos . Eu mesmo vivi minha vida inteira nesta lida. Foram anos difíceis até não conseguir mais ficar em pé. Cai num valão e ali fiquei...

Na vida existem dois tipos de degraça: há desgraça  desgraça e desgraça para mudar.

Felizmente, a desgraça para mim foi a segunda. Um moço que é guarda de um condomínio ao lado daquele valão, me ajudou. Puxou minha cabeça para fora da água quando eu já ia desfalecer  e pediu socorro para muita gente , Me acomodaram melhor. A febre a dor e a tonteira não permitiam que me levantasse . Olha que tentei...Fiquei ali no sol..De repente pareceu um veterinário e pensei “adeus vida”.  Por sorte era o  vet. Marcio. Ele é grande parceiro do pessoal do paraíso dos cavalos, uma turma contra o chicote.  Fui recolhido!  Cheguei aqui e fui direto para o banho. Começou uma agitação onde só ouvia,  me dá o prata , o remédio, limpa ali, ajeita aqui, segura ele, dá o remédio para dor ... e por aí foi a confusão. Eu parecia um boneco virando de um lado para o outro. Uma moça agarrada no telefone falava sem para com vet Chico. Dizia tá com febre,já medi,  tá machucado,  ,não fica em pé , tu tá chegando?  Foi um chacoalhar sem fim. Dali a pouco chegou o Chico. Tava tudo bem, até que o vieram com injeção.Coloquei as orelhas para trás e pensei, “vai ser agora que dou um coiçe nesta gente” Porém, não estava bem e deixei por isso mesmo...

De vez em quando me dava uma tonteira e eu  caia de cara no chão. No mesmo instante eu ouvia um grito:

- O Jorge caiu!

 Não sei bem porque eles corriam na minha direção e   me levantavam ,limpavam  meu focinho, me colocavam  numa “tal talha”.  Disse em burrez :

 - Ajudem o Jorge. Daqui a pouco eu levanto ...

Ninguém entendeu minha língua. E continuaram ali,  o pobre  Jorge caído continuava caído...

Hoje já estou mais forte, sem febre. Minha cabeça está funcionando melhor ( coisa de velho) foi aí que entendi que o  Jorge sou eu! Pela primeira vez na vida vi uma pessoa trabalhar para burro.

A Márcia está trabalhando para burro... 

Só podia ser a moça dos olhos da cor do céu e, como Céu no coração. Ganho papinho porque meus dentes são escassos.

Tem desgraça que vem para o Bem..

Bendito valão!" (ONG Chicote Nunca Mais)