segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Vamos escrever verdades!!!!!

Ser parceira da Lisiane Berti é sempre bom!!!! Esta será a sexta edição do INTENSIVO DE VERÃO O ATOR E SUA VERDADE!!!! E agora  COM NOVIDADES que me incluem!!!!



Olha o que a Lisi Berti pediu para avisar: "Vamos ter a participação de dois profissionais que também atuarão na construção de uma "verdade artística".

Luciano Souza, cantor, vai ajudar você a encontrar a sua "Identidade Vocal" desenvolvendo na teoria e na prática os sentidos para buscar a percepção da voz e a sua verdade. 

Já Patricia Soares Viale, jornalista, escritora, vai trabalhar letras que juntam palavras, palavras que formam textos...vão escrever sobre suas verdades.

E eu, Lisiane Berti vou conduzir o intensivo a partir do foco teatral, para que atores, bailarinos, músicos, cantores ou simplesmente pessoas interessadas em descobrir a sua "verdade" deixam de 'representar" para "apresentar' saíndo da sua zona de conforto. 

Nossas referências teóricas serão: Anne Bogart, Stanislavsky, Grotowski, Pina Baush, entre outros.

Inscrições e mais informações: lisiberti@gmail.com
Tá esperando o que?"

Ficou com vontade de experimentar? Saia da zona de conforto e te joga!!! Estarei te esperando lá!!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Sobre ser alguém... cri cri.

Tem dias que me sinto invisível. Não para mim, mas para os outros. E isto que sou do tamanho de um panda. Passo pelas pessoas, cumprimento e nem um sorriso de retorno. Sou solícita, solícita e a pessoa saí falando com uma terceira, que cruza o nosso caminho. Faço cara de panda, mas eu choro por dentro. Serei eu a mais chata, a mais inconveniente? Serei somente um poço de carência? Não consigo responder estas perguntas. Virei para a parede e fiquei quieta. Não chegam convites, não me chamam sequer para um cafezinho. Apesar de que eu não tomo café. Daí passei a criar situações para ter pessoas ao meu redor. Sou um bom panda. Tenho olhar bonzinho. E fui criando mais e mais situações. Tantas, que chegou num momento, em que eu estava perdida num labirinto, no meio de uma multidão. Saí à francesa. Preciso de silêncio. Preciso de horários e regrinhas básicas para bem viver. Preciso ter hora para acordar e hora para dormir. Preciso de um banho quente por dia e boa comida de três em três horas. Preciso ouvir os passarinhos pela manhã e silêncio à noite. Sou chata, chata, bem cri cri. Cri, cri, cri. Só não serrilho os dentes. Isto deixo para o alheio. Sou quase um panda.



terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Varal Solidário de Bolsas para ajudar os animais

O primeiro Varal Solidário de Bolsas aconteceu em maio de 2013. Um grupo de mulheres fez a doação de suas bolsas e outras mulheres compraram as bolsas doadas. A renda arrecadada foi revertida para a Ong Amigos de Rua, que cuida dos animais de rua de São Francisco de Paula e realiza as castrações de cães e gatos, evitando ninhadas.



"O mais interessante é que a causa animal foi beneficiada com doações de todo o Estado. O que mostra a preocupação da sociedade com um problema que já é de saúde pública em todos os lugares. As Prefeituras e Câmaras de Vereadores devem pensar soluções com as entidades, que atuam diretamente na causa. O cenário atual é desolador: animais procriando sem controle, ninhadas abandonadas e muitos casos de maus tratos, como pessoas que envenenam cães adultos e filhotes achando que esta é a solução para se livrar de um problema. As pessoas que atuam na Ong Amigos de Rua são voluntárias e não seres milagrosos. É preciso mais participação da sociedade civil e do governo", afirma Patrícia Viale, organizadora do evento.



A ideia foi conciliar vaidade e solidariedade. "Toda mulher quer acessórios interessantes, se sentir bonita e também fazer o bem. Com o evento é possível juntar estes elementos", finaliza Patrícia.

O Varal Solidário de Bolsas acontecerá no dia 20 de dezembro, das 10h às 19h, na Boutique de Pizzas Viale, no lago São Bernardo, em São Francisco de Paula. As doações de bolsas podem ser feitas até o dia 19 de dezembro. Em São Francisco de Paula diretamente na Boutique de Pizzas, ou na Orthoquiro Clínica Integrada (54 3244.4020). Doações de outras cidades podem ser combinadas com a Patrícia Viale pelo telefone 54 99255761.

Endereço da Boutique de Pizzas: rua Alziro Torres Filho, 1579 (casa colorida bem próxima ao Hotel Cavalinho Branco).

crédito das fotos Daiane Braga.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

27 de novembro... dia de Maria Rita.

Uma sexta-feira cinzenta, com temperatura agradável. Assim se fez a sexta deste ano de 2015, quando maria Rita, minha Pequena maior, completa sete anos. Sete anos!!!!!! Quanto tempo! Que pouco tempo. Como se vivi neste período. Fiz mais neste período, que em trinta e cinco anos de vida.


Nestes sete anos, uma pergunta me persegue: o que é um filho na vida de uma mãe? Sou chegada num momento filosofia e a vida precisa ter sentido para mim, senão nada feito. Infelizmente ou felizmente, eu não sei viver à toa. Preciso construir algo. E a tal pergunta me acompanha diariamente.


Também sei que as respostas nunca são exatas e que todo dia novas sensações virão, mas de uma coisa tenho certeza: um filho vem à vida de uma mãe para fazê-la melhorar como pessoa, para fazê-la experimentar a vida, com mais alma. Este, talvez, seja o segredo deste emaranhado chamado vida de mãe e filha.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Ao poeta, que a mim nunca escreveu

A cabeça no travesseiro não sossega..



Por quantas liras tu me deixaste? Seriam trezentas, vinte ou apenas dezenas? Podes crer em amor quando existe dinheiro?

Nascemos fora de nosso próprio tempo: tu antes e eu após a tua morte.

Nada somos um para o outro, apenas esse amor que me queima, que me enlouquece, que me faz ver-te onde nada há de ti...

Onde estariam as liras nesse mundo cinzento, amargo e ambicioso?



Quem ainda escreve cartas de amor e as manda por um mensageiro?

Quem rouba beijos?

E quem ainda ousa acreditar em se ser somente um poeta, sem nada a ganhar ou a perder?

Nada somos um ao outro, somente esse amor cego e absurdo...



segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Civismo em verde de vários tons


Sete de setembro, dia da Pátria. Pátria que todos esperam nos outros. Pátria que esperam ser uma mãe perfeita, de braços abertos jogando bençãos a todos, sejam filhos respeitosos ou reclamões. Pátria é a responsabilidade que temos com nossos atos, com nossos desatos. É a vontade de ver as coisas mudarem, mas começando por nós mesmo. Eu quero comer melhor, então fui plantar nesta segunda-feira de sol. Bendita seja minha Pátria, que não tem chuteiras, nem espetáculos, nem joguinhos. Minha Pátria tem dia a dia, muito trabalho, responsabilidade, maturidade e sorriso no rosto quando percebe os resultados. Pequenos, sutis, mas reais. Salve o Brasil que guardamos no coração...





quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A Debulha

por Patrícia Viale

Ela estava sentada na espreguiçadeira próxima a um pinheiro. Daqueles de galhos feitos de grinfas. Aproveitava o sol de inverno um tanto rarefeito, mas intenso. Fechava os olhos e parecia cochilar, somente os pés movimentavam-se devagar, um sobre o outro, como se estivessem travando conhecimento. Olá, como vai? Estou bem e você? Abria os olhos e examinava o cenário a sua frente. Céu azul safira, nenhuma nuvem alta ou baixa e visão ausente mais uma vez. Dormia ou somente fingia dormir.



Se ele telefonar ainda hoje juro que esqueço tudo e voltamos a ficar bem mas precisa ser iniciativa dele senão nem pensar ora como pode isso querer tudo do jeito dele na hora que ele quer estou cansada de tudo esse sol mesmo para me fazer sorrir e acreditar que os acontecimentos podem melhorar como que as coisas podem melhorar se ele não cede se ele não quer entender as minhas escolhas como alguém pode me explicar claro que não minha psiquiatra me disse isso tantas vezes burra sou eu que não quero me conscientizar dessa porcaria toda por que alguns nascem com mais facilidade para a vida e outros como eu se arrebentam na verdade talvez eu sofra de algum complexo e o mundo a todo momento quisesse me ver pelas costas não eu exijo que parem esses pensamentos assim preciso animar o olhar e encarar a flora fauna de frente tirar forças desse astro que brilha e levantar desta cadeira pular carregar a vida nos braços embalar meus sonhos e acreditar cada vez mais que eu posso ainda serei feliz com ele se ele não falar o que me custa ligar eu posso fazer isso posso sacudir esse relacionamento por que ficar esperando que ele o primeiro passo balance as sobrancelhas apoie-se em suas próprias pernas pegue o telefone diga que ama ele que também quer ficar junto e que tudo irá se ajeitar vamos erga-se e faça algo agora e urgente.

Ela abandona a cadeira e caminha rapidamente para dentro de casa. Um passo mais apressado que o outro. Esboçava um sorriso. A espreguiçadeira vazia experimentou esquentar-se com o restinho de sol. Um barulho, não muito fraco, mas até bem forte para alguns ouvidos, poderia ter impressionado-a, mas ela não ouviu. Estava ao telefone. No pinheiro araucária, protegido por lei, uma pinha debulhou e pinhões caíram na grama queimada pelo frio dos dias anteriores.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Chuva

por Patrícia Viale

chuva de pipoca (imagem da internet)

Mais uma vez o barulho. A telha do canto esquerdo está solta. O vento sopra ainda mais forte que à tarde. Moro em minha vigésima casa e tenho menos de quarenta anos. Não sou filha de diplomata. Foi apenas escolha. Daquelas de impulso. E que depois ficam.
foto de Rafael França
Entre tantas moradas, um apartamento me comove até hoje. Ainda faz lágrima correr a . Pinga uma. Então pinga outra. Os acordes tão espaçados quanto passos solitários entre dois quartos de móveis novos, um banheiro com cara de banheiro de hotel, a sala de jantar sem louça combinada e a de estar com um sofá, duas poltronas e outras duas cadeiras de balançar toda gente. Também a varanda vazia de vida, nenhuma plantinha; a cozinha de pouca comida e o corredor sempre cheio de algo qualquer. Não o relembro somente com tristeza. Teve também mágica. Varinha de condão encostada na cabeça e estrelinhas faiscavam. Tal como a primeira abertura da caixinha de música de menina. Nos ossos consigo sentir as artérias, que não esquentavam e assim, não acordadas, pouco revelam mistérios. Talvez de olhos semi-cerrados seja mais fácil. Até mesmo para chover. Água vinda de cima pouco havia naquela terra. Quase nada. Tão seco que fazia nariz sangrar sem perceber. Era noite sem vento. Noite sem zumbido. Tum, tum, tum, tum. Apenas um coração em quietude. Nuvens sérias mostravam a cara e os pingos. De um a um. Juntando-se em roda e caindo em uma fila irregular. Sem pressa. Um, dois, três. Um, dois, três. Gostoso como gato aninhado na almofada. Tão leve e tão ali. Nada intenso na mágica. Apenas chuva.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Plantar o umbigo

O que seria plantar o umbigo? Literalmente, plantei o umbigo seco da Maria Rita próximo a um pé de arruda, aqui em casa. Do meu não sei o que foi feito. Umbigo, no meu ponto de vista, tem uma relação muito próxima com o ego. Dois bandidos sedutores que flertam o tempo todo conosco e as ilusões. Uns queridos!!!! Então, lá em 1994, quando larguei Porto Alegre e vim para cá, vim pensando em plantar o umbigo por aqui. No sentido de fixar-me, de trabalhar por algo, de batalhar por um lugar. Já deu para perceber que não sei somente viver, né? Esta coisa de respirar, comer, defecar e toda uma rotina pré estabelecida não é comigo. Preciso de algo mais. Este ar que respiro precisa ter uma golfada emocionante!!! Eu gostava de Porto Alegre. Também gostei de Campinas. Não gostei de Caxias. Gostei de Zurique. Mas gostei ainda mais da Região das Hortênsias. Sou espaçosa, preciso de uma região toda para me estabelecer!!!!!!! Mas brincadeiras à parte, eu moro em São Francisco de Paula e aqui me sinto feliz. Uma vida tranquila. Não tem TUDO que eu gostaria de ter ao meu redor, mas Já TEM muita coisa que eu quero. Então plantei meu umbigo aqui. Talvez no futuro minha alma cigana me faça voltar a viajar, mas isto é uma outra postagem.


E hoje resolvi apresentar a Biblioteca Pública Municipal Elyseu Paglioli para a Maria Rita, que está em férias. A biblioteca fica numa casa, ali na avenida Julio de Castilhos, 726, perto da rodoviária. Lembrei dos meus tempos de jornalista em Canela. Eu esperava o horário do ônibus de volta para o Salto, onde morava, na biblioteca, fuçando livros, lendo trechos, escolhendo uma leitura para a viagem de volta para casa. Naquela época eu lia um livro por semana, às vezes dois.

Mas voltando à São Chico. Tenho um relato bem legal para vocês, que são leitores ou que ensaiam para serem leitores de livros. A biblioteca está sendo organizada pela Zô Andrade, uma amiga que ama livros. Ela é mãe de um amigão, o Andrei Andrade, jornalista no jornal Pioneiro, outro alucinado por livros. Existe uma raça muito louca no Planeta Terra: os loucos por livros! Estes seres são compulsivos por linhas, por prefácios e índices. Quando encontram um Álvares de Azevedo ou um Cortázar, quase enlouquecem!!!! E foi o que aconteceu hoje, na minha breve visita à biblioteca. Tive acesso de quase loucura ao me deparar com coleções inteiras de Machado de Assis. Encontrei um Quixote, com releitura de poesias de Drummond e ilustrações de Portinari. Fora o resto, fora o resto!!!!!!



Além de levar a Maria Rita para conhecer esta maravilha, levamos uma sacola com livros para doação. E acabei me oferecendo como voluntária da biblioteca para o que for necessário, PRINCIPALMENTE, catalogar e separar livros.




Então, gostaria de ver com vocês quem quer ajudar nesta também... quem tiver LIVRO BOM, DE LITERATURA, DE ARTE, TÉCNICO, EM BOM ESTADO e quiser doar, POR FAVOR!!!! A Biblioteca também agradece, com um abraço, livros infanto juvenis. Ah! Tem uma sala para os pequenos ficarem lendo e admirando as palavras, mas tá faltando um bom tapete e algumas almofadas. Quem topa ajudar????? 



Um livro não fará falta na sua biblioteca e ajudará toda uma legião de leitores. A Biblioteca Pública Elyseu Paglioli ficará tão charmosa e com tanto conteúdo, que daí você aproveita para fazer seu cadastro para empréstimo de livros. Que tal? Embarca nesta comigo?

sábado, 11 de julho de 2015

Escrever



Escrever é um pacto com a vida. É aceitar que a morte vem num ponto final. Escrever é enlouquecer e não ser levado para uma clínica psiquiátrica. Escrever é contestar, brigar, guerrear sem derramar sangue.



Calar os sentimentos dá câncer. Calar as vocações dá tristeza. Arregala os olhos e corre em busca do teu sonho. Seja ele quem for. Escreve ele. Palavra por palavra.



Avisa os amigos que chegaste para sonhar, que chegaste para voar. E voa na primeira estrofe.


Oficina Preparatória de Texto e Dramaturgia para a 5° Maratona de Monólogos de Canela, na noite 23 de junho de 2015. Uma noite fria, muito fria, que congelou meus medos e me liberou para voar.

crédito das fotos: Rafael França.

terça-feira, 26 de maio de 2015


Lá em 2003 eu participava de um grupo chamado Movimento de Preservação do Antigo Caminho das Tropas. Pessoas de áreas diferentes, querendo preservar os campos de cima da serra. Não sei se fizemos muito, mas realizamos uma Conferência Guia, que trouxe muita gente boa para palestrar e contribuir com experiências. Na época, eu tinha recém voltado da Europa. Estava cheia de ideias na cabeça, ânsia de fazer... eu tinha bochechas e o cabelo ainda era Chanel!!! Conheci ambientalistas, historiadores, biólogos, professores. Conheci políticos. Fui em tanta palestra, escrevi tanto... e de lá para cá os campos só estão sumindo. Os campos fizeram tanto por mim e eu pouco fiz por eles. Será hora de retomar o movimento? Ah! as fotos são de L.P. Gallina.
















Inverno nas regiões dos Campos de Cima da Serra e Hortênsias, no ano de 2.003

CARTA DE PRESERVAçÃO DO CAMINHO DAS TROPAS

Quando pessoas, de características tão distintas, reúnem-se ao redor de um pequeno papel escrito, pensa-se imediatamente que tais palavras contenham um segredo ou um grande interesse em comum. Já não fazemos segredo sobre nossa vontade de proteger esta terra, de vê-la, a cada ano, produzindo e garantindo sustento aos que também crêem nesta realidade. Já deixou de ser mistério a urgência em pensarmos no amanhã e no depois do amanhã. Não porque tenhamos medo do presente, mas porque nos orgulhamos de nosso passado e consideramos o tempo atual como um marco nesta história de mudanças sustentáveis.

Nosso interesse, em comum, é fazer do hoje uma data especial. É quando assumimos, perante esta terra tão ressentida, nosso maior compromisso: o engajamento com o futuro. E apresentamos este futuro sem adjetivos, mas com propostas reais e de viável alcance. Por nós e por tantos outros que queiram assumir de maneira nobre este acordo.

Com este documento nos comprometemos com o projeto batizado “Caminho das Tropas”. Caminho este, onde muito antigamente mulas criadas no Rio Grande do Sul foram conduzidas até Sorocaba, no interior de São Paulo, para trabalho em engenhos de açúcar, desenvolvendo nosso país. Caminho que nos remete ao ano de 1730, confirmando nossa riqueza histórica, nosso envolvimento com os primeiros povos, os indígenas. Caminho que ainda estreita as relações entre os municípios de Bom Jesus, Cambará do Sul, Jaquirana, São Francisco de Paula, São José dos Ausentes, Monte Alegre e Vacaria.

Filho batizado acompanharemos seus primeiros passos de perto, praticamente lado a lado. As primeiras pegadas serão sinal de base: traçar um zoneamento regional, onde sejam especificadas as áreas de proteção da flora e fauna nativa e áreas que atendam à necessidade das monoculturas de exóticas, ainda plantadas em nossa região para suprir os mercados agrícola, de madeira e papel. Continuaremos contribuindo com o desenvolvimento de nosso país. Compreendemos os chamados diversos de nossa atual sociedade produtora e consumista, porém também entendemos que nesta o bom senso ainda é uma regra a ser respeitada.

E quando nos disserem que o caminho se faz caminhando, acrescentaremos que o trilhar com um objetivo ou com um roteiro, como guia, torna as pernas mais fortes. Nossa terra ganhará novos contornos e mostraremos estes aos outros filhos desta. Sabemos que a educação é um presente maior, uma oportunidade para dias melhores e ofertaremos esta dádiva aos que não a conhecem. Nossas palavras chegarão às crianças; aos pecuaristas e pequenos produtores; aos visitantes, que tanto procuram nossa região. Chegarão às donas de casa e estudantes universitários. Alcançarão até aqueles que vêem nosso trabalho como esforço jogado ao vento. Atingirão tantos espaços porque trabalharemos amparados pela lei, pela informação correta e pelo saber científico. Não desprezaremos parceiros, colaboradores e amigos. Mas diremos “não” aos que insistem em tratar nossa terra como algo sem importância, sem história, sem vida e sem futuro.

Assinam este documento pessoas de bem, de bom senso e responsabilidade. Pessoas comprometidas com gerações futuras, conhecendo-as ou não. Empenhadas em retribuir à terra as riquezas recebidas. Conscientes de que não fabricaremos a água, o ar, a fauna, a flora e outros equilíbrios, nos prontificamos a zelar por esses elementos, não somente neste Caminho das Tropas, por nós já protegido, mas em nossos caminhos individuais e coletivos.

Assinaturas:



Sebastião Fonseca de Oliveira – historiador e pecuarista


Patrícia Soares Viale – jornalista ambiental

Marco Aurélio da Silva Guimarães – Associação Ecológica de Canela

Maria Celina S. Oliveira – Associação Ecológica de Canela e Metroplan

Marcus Arthur Graff – Associação Ecológica de Canela

Marcos Fialho – IBAMA São Francisco de Paula

Julio Jomertz – Prefeitura de São Francisco de Paula

Rogério Mongelos – ONG Mira Serra

Lisiane Becker – ONG Mira Serra

Cilon Estivalet – Associação Ecológica de Canela e Metroplan


                                                 

Também apóiam este documento, prefeitos dos municípios da região dos Campos de Cima da Serra.



segunda-feira, 25 de maio de 2015

Doadores de sangue, os heróis reais!!!


Você sabia que para manter o estoque de sangue e seus hemocomponentes em um Hospital é necessário contar com a boa vontade de doadores? Quem precisa de uma transfusão, depende da solidariedade de outras pessoas! Ainda não foi encontrado um substituto para o sangue humano!

Se você é saudável, ajude seu próximo! Seja Doador! DOAR SANGUE É PRESERVAR A VIDA!
 
 

CONDIÇÕES PARA DOAÇÃO DE SANGUE

VOCÊ PODE DOAR SE:

   1- Tem idade entre 18 e 65 anos;

   2- Tem peso igual ou superior a 50 kg;

   3- Tem boa saúde, sente-se bem;

4- Sua última doação de sangue foi há mais de dois meses (60 dias) se você é homem oumais de três meses (90 dias) se mulher;

   5- Dormiu pelo menos 6 horas na noite anterior;

6- Tiver um documento oficial com sua fotografia e assinatura (RG, Passaporte, CNH ou Carteira de Trabalho... apresentação obrigatória);

   7- Estiver em período menstrual (mulheres);

   8- Estiver bem alimentado e não ingerir alimentos gordurosos no dia da doação.  

VOCÊ NÃO PODE DOAR, SE: 

   1- Ingeriu bebida alcoólica nas últimas 12 horas ou faz uso regular de bebida alcoólica;

   2- Apresentou quadro de gripe, febre ou diarréia nos últimos dias;

   3- Realizou tratamento dentário na última semana;

   4- Recebeu transfusão de sangue nos últimos doze meses;

   5- Fez endoscopia nos últimos 03 meses;

   6- Tem história de hepatite (amarelão) após os 10 anos de idade;

   7- Teve alguma doença sexualmente transmissível nos últimos  12  meses;

   8- Faz uso de drogas injetáveis ou inalatórias;

9- Manteve relações sexuais com mais de três parceiros diferentes nos últimos doze meses ou pratica relações com pessoas do mesmo sexo;

10- Estiver grávida ou com atraso menstrual que possa ser causado por gravidez. A doação pode ser realizada 03 meses após o parto normal e 06 meses após cesariana. Mulheres amamentando podem doar, somente se o parto ocorreu há mais de um ano e no caso de um episódio de abortamento após 03 meses;

11-  Tiver doenças crônicas como: diabetes, pressão alta, tuberculose, hanseníase, doenças nos pulmões, fígado, rins, tireóide, história de desmaios ou convulsões, isquemia ou derrame cerebral serão avaliados e podem ser impedidos de proceder à doação, pessoas com qualquer tipo de câncer não podem doar sangue;

12- Realizou cirurgias nos últimos meses de pequeno porte pode doar após 03 meses, médio e grande porte após 06 a 12 meses;

   13- Estiver em processos alérgicos com lesões de pele serão avaliados;

   14- Realização de tatuagem, acupuntura ou piercing, pode doar após 12 meses do procedimento;

15- Realizou alguma vacina como: gripe pode doar após 30 dias, febre amarela após 06 meses.Tratamento médico e uso de qualquer medicamento serão analisados.